Lula diz que Bolsonaro instigou o ódio e é culpado por atos golpistas no DF

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma acusação direta a Jair Bolsonaro, em relação aos atos golpistas que resultaram na destruição das sedes dos Três Poderes, em Brasília Ao discursar para uma plateia de centenas de sindicalistas durante encontro no Palácio do Planalto, prédio que ainda tem diversas vidraças quebradas e outras em fase de instalação, Lula disse que o ex-presidente é culpado pelo o que ocorreu.

“Não sei se Bolsonaro mandou, mas ele tem culpa, porque passou quatro anos instigando o povo a ter o ódio”, disse o presidente, referindo-se aos atos dos extremistas bolsonaristas. “O que houve aqui foi uma tentativa de golpe com gente preparada.”

Lula mencionou ainda os gastos milionários feitos por Bolsonaro durante a campanha eleitoral. Nos últimos dias, vieram à tona as compras feitas com o uso do cartão corporativo da Presidência da República, as quais Bolsonaro nunca permitiu que fosse conhecidas pela imprensa. “Desde o começo da República, não se gastou metade do que o ‘genocida’ gastou na campanha”, disse o petista.

Sem citar o nome de Bolsonaro, o presidente também fez menção ao isolamento do ex-presidente nos Estados Unidos, onde está desde o dia 30 de dezembro. “Político, quando rouba, submerge, se esconde. Eu, em vez de me esconder, fui para cima dos meus acusadores, que estavam mentindo. Quando tentaram me convencer a voltar para casa com tornozeleira, neguei”, afirmou Lula, referindo-se ao período de enfrentamento que travou na Justiça, o que levaria à sua liberdade e retirada de todas as acusações.

Nas redes sociais, Bolsonaro procurou se distanciar dos atos violentos, dizendo que não aprovou a destruição das sedes dos Três Poderes. Entre os bolsonaristas, o esforço se concentra em dizer que os atos foram liderados por “infiltrados” da esquerda, quando já está comprovada a atuação articulada por lideranças bolsonaristas, que seguiram os passos e discursos feitos por Bolsonaro desde que chegou ao governo.

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(Por André Borges/AE)

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