‘Catastrófica’: situação da ETE de Balneário Camboriú foi discutida por vereadores no IMA

"Há inúmeras informações que recebemos, reforçando o que sabíamos, de que realmente é algo grave"

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Os vereadores André Meirinho, Lucas Gotardo e Juliana Pavan estiveram na tarde desta sexta-feira (3) no Instituto do Meio Ambiente de SC (IMA-SC) em busca de novas informações sobre a situação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Balneário Camboriú, que fica no Bairro Nova Esperança. 

Eles defendem a abertura de uma CPI para investigar a questão, que foi também tema de reunião entre o prefeito Fabrício Oliveira e entidades nesta semana (saiba mais aqui).

‘Catastrófica’

A vereador Juliana Pavan diz que decidiram ir até o IMA porque pedem a ida do engenheiro ambiental do IMA, Wagner Cleyton Fonseca, à Câmara, mas que até o momento isso não foi aprovado. 

Juliana descreveu ao jornal que saíram da reunião mais preocupados do que já estavam, e que mais do que nunca seguem defendendo a abertura da CPI – que foi protocolada por André Meirinho, mas precisa de sete assinaturas para começar a tramitar, e até o momento há cinco. 

“Há inúmeras informações que recebemos, reforçando o que sabíamos, de que realmente é algo grave. ‘Catastrófica’ foi a palavra que o Wagner utilizou para definir a situação na qual a ETE se encontra hoje. Na visão deles isso acontece pela má gestão, porque a partir de janeiro de 2020 se tornou algo que nunca viram, foram várias autuações, multas que chegam em quase R$ 4 milhões e sobre tudo isso a prefeitura foi alertada, mas ainda assim não conduziram a obra conforme apresentaram em projeto”, salienta.

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“Difícil conseguirem resolver tão rápido”

A vereadora acrescenta que Wagner e o coordenador regional do IMA, Nelson Oliveira, veem que se nada for feito a situação tende a piorar, e que depende de um esforço ‘sobrehumano’ para conseguir deixar tudo 100% ok para a próxima temporada. 

“Já alertaram que é difícil conseguirem resolver tão rápido, e que tudo isso está acontecendo por irresponsabilidade e má gestão e não terem feito o serviço como deveriam. Vamos [ela, Meirinho e Gotardo] solicitar ao presidente da Câmara, David Fernandes ‘Labarrica’, que permita a ida do Wagner ao Legislativo e queremos agilizar isso para a próxima semana, porque a presença dele é de suma importância para a sociedade entender o que está acontecendo. Vale lembrar que a condição da ETE contribui para deixar a praia sem balneabilidade. Camboriú não ter tratamento de esgoto também contribui, mas a situação da ETE e a maneira como está sendo conduzida hoje é o que contribui muito mais. Se a Emasa não fizer tudo que for recomendado pelo IMA no saneamento em Balneário Camboriú, em 2024 a balneabilidade da praia ainda estará comprometida, foi o que disse o Wagner”, acrescenta.

“Vamos continuar”

André Meirinho disse que ‘está muito claro’ para o IMA que até 2019 estava tudo bem na ETE, com eficiência boa no tratamento de esgoto, mas que a partir de janeiro/2020 tudo começou a ‘desandar’. 

“Não só na situação da ETE, mas em vários momentos a prefeitura aprovava no IMA uma obra e executava outra coisa. Hoje, estamos com eficiência extremamente baixa no tratamento de esgoto. Às vezes sai da ETE muito pior do que entrou, realmente é um caos e o entendimento é de que não vão conseguir resolver tão logo. É muito difícil resolverem para a próxima temporada. O Wagner salientou que não é só questão ambiental, é também de saúde pública”, pontua.

Meirinho informou que tudo isso, em sua visão, justifica a abertura da CPI, já que a cada dia chegam novas informações que mostram que a situação está caótica. 

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“Queremos nos aprofundar com a CPI, fazer as oitivas e ouvir as explicações. Se não conseguirmos as assinaturas para abrir a CPI, vamos continuar aprofundando investigações por conta, porque é realmente um caos. Queremos levar o Wagner para a Câmara porque a sociedade precisa entender o que está acontecendo, pois prejudica a cidade toda”, completa.

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