Plano para carro popular, projeto de CEO por trás do ChatGPT capta US$ 115 mi e o que importa no mercado

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O PLANO PARA BARATEAR CARROS
O governo Lula divulgou nesta quinta (25) o plano para reduzir os preços dos carros populares novos no país.

Os cortes nos preços finais dos veículos vão variar de 1,5% até 10,96%, quanto mais barato, maior o desconto.

Entenda: a redução de IPI e PIS/Cofins valerá apenas para veículos de até R$ 120 mil. Além do preço, o governo diz que irá levar em conta outros dois fatores para definir o desconto: Eficiência energética; Produção nacional.

O pacote com mais detalhes sobre os descontos deve ser anunciado em 15 dias, quando será editada uma medida provisória, disse o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

Afinal, quanto vai mudar? O governo e a associação de montadoras dizem que existe a possibilidade de os preços dos carros mais baratos caírem para abaixo de R$ 60 mil, conforme era a ideia inicial do presidente Lula.

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Hoje, o automóvel mais barato vendido no Brasil é o Renault Kwid na versão Zen, que custa R$ 69 mil.

Análises:

  • Incentivo à indústria automotiva prende Brasil no passado, com medidas que vão na contramão de combate à crise climática, afirma Emanuel Ornelas, professor da FGV.
  • Quando um governo de esquerda abre mão de arrecadar impostos para beneficiar quem tem até R$ 120 mil para comprar um automóvel, passa um claro sinal de que a horrível desigualdade brasileira não cairá tão cedo, escreve o repórter especial da Folha Fernando Canzian.
  • Pensando na economia como um todo, esse pacote de medidas não faz sentido, opina o colunista Bernardo Guimarães.
  • Vinicius Torres Freire fala sobre quem ganha e quem perde com plano de carro popular de Lula, que mal existe.

PROJETO DE SAM ALTMAN CAPTA US$ 115 MI
A Worldcoin, projeto que tem como cofundador Sam Altman, o CEO da empresa dona do ChatGPT, recebeu uma captação de US$ 115 milhões (R$ 574 milhões) em uma rodada série C.

O anúncio foi feito nesta quinta pela Tools for Humanity, empresa por trás do projeto.

Entenda: o projeto co-criado por Altman tem uma ideia tão ambiciosa quanto polêmica envolvendo identidade digital.

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O objetivo é coletar a íris de todos os habitantes do planeta, que receberiam em troca tokens da criptomoeda Worldcoin.

Essa moeda virtual seria utilizada para pagamentos no mundo todo, sem a intermediação de governos -característica comum entre as criptos.

Ainda em fase de testes, o projeto já cadastrou a íris de quase 2 milhões de pessoas, a companhia disse ao site CoinDesk. O Worldapp, a primeira carteira para a Worldcoin, foi lançado neste mês e está disponível para download no Brasil.

O investidor Spencer Bogart, que liderou a rodada de aporte, disse no Twitter que primeiro pensou que a ideia da Worldcoin era um pesadelo distópico, mas que mudou de opinião após sua equipe ter passado “centenas de horas” avaliando o projeto.

“A Worldcoin tem uma oportunidade única de estabelecer e escalar uma nova preservação de privacidade na internet que permite a qualquer aplicativo facilmente diferenciar máquinas (robôs) de humanos”.

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Três frentes: além do Worldcoin e da OpenAI, Altman toca ainda outro projeto, como lembrou o colunista Ronaldo Lemos.

Ele está por trás também da Helion, empresa de fusão nuclear. A companhia promete para o ano que vem realizar o teste definitivo da tecnologia, capaz de gerar energia limpa, barata e ilimitada.

(ARTUR BÚRIGO/Folhapress)

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