PIB dos EUA cresce 2,8% em 2024 e desacelera em relação a 2023

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(FOLHAPRESS) – O PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos cresceu 2,8% em 2024, apoiado pelos gastos dos consumidores e do governo, de acordo com dados divulgados pelo Departamento do Comércio nesta quinta-feira (30).

A economia do país teve um crescimento menor do que em 2023, quando ficou em 2,9%. Os dados, porém, ainda podem ser ajustados pelo Departamento do Comércio. A maior economia do mundo cresceu 2,3% no último trimestre do ano passado, que mostra uma economia resiliente.

Os gastos dos consumidores, os investimentos e os gastos do governo estão entre os fatores que impulsionaram esse crescimento, de acordo com o Departamento do Comércio.

A economia dos EUA se manteve firme apesar do contexto de altas taxas de juros, apoiada por um forte mercado de trabalho, com um baixo desemprego e salários crescentes, o que permitiu que os consumidores continuassem gastando.

“(Os consumidores foram) a base da economia e o principal motor do crescimento resiliente em 2024”, afirmou Matthew Martin, economista sênior da Oxford Economics, à agência de notícias AFP.

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O especialista espera que a tendência continue por enquanto. “Acreditamos que a renda real disponível continuará crescendo, e isso levará a gastos contínuos”, disse.

O relatório foi divulgado um dia após o Fed (Federal Reserve, o BC dos EUA) ter mantido as taxas de juros, com o presidente Jerome Powell dizendo que a força da economia significava que o banco central não precisava ter “pressa” para cortar os custos dos empréstimos, apesar da exigência feita pelo presidente dos EUA, Donald Trump, de uma redução imediata.

Alguns economistas estão preocupados que Trump pode desencadear uma guerra comercial, caso confirme as ameaças de anunciar tarifas de importação sobre produtos da China, União Europeia, Canadá e México a partir deste sábado (1º).

“O maior risco para nossa previsão para 2025 é uma imposição imediata de tarifas gerais sobre os principais parceiros comerciais”, afirmou Bernard Yaros, economista-chefe dos EUA da empresa de pesquisa Oxford Economics, ao Financial Times.

Em sua avaliação, a criação das taxas prejudicaria o crescimento de 2025 em 1,2 ponto percentual.

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