Funcionários do Colégio Municipal Nova Esperança pedem socorro em carta à população

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O Página 3 recebeu um apelo pela divulgação de uma carta aberta à população, a respeito de problemas no C.E.M Nova Esperança, confira:

Carta aberta à SEDUC e à PREFEITURA de Balneário Camboriú/SC

C.E.M. NOVA ESPERANÇA

NOVA ESCOLA SIM – SALA DE AULA, NÃO!

No dia 12 de fevereiro de 2025, o C.E.M. Nova Esperança recebeu a visita do vice-prefeito, sr. Nilson Probst (MDB), quando dialogou-se sobre os diversos problemas da unidade com as profissionais: professora Lucimar da Silva, diretora D. Rosemeire Aparecida Guedes e orientadora Simone Ricardo. 

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Neste encontro, o sr. Nilson Probst foi questionado pelas profissionais sobre a intenção da SEDUC fechar a Biblioteca da unidade para abrir novas salas de aula improvisadas, sendo que o vice-prefeito afirmou que a escola não ganharia nenhuma.

Porém, em reunião da APP e do Conselho Escolar, no dia 18 de fevereiro, a administradora Cleia Regina Salomé, informou que, de fato, recebeu informe de funcionária da SEDUC, “vai fechar”, e que a Biblioteca do C.E.M.N.E. seria transformada em novas salas de aula.

Afirmamos que toda biblioteca é um patrimônio cultural imensurável. A do C.E.M não é diferente. Bibliotecas de escolas públicas são a única fonte de livros para a grande maioria dos estudantes, bem como fazem parte interdisciplinar do planejamento pedagógico docente.

Aceitar seu fechamento ou mesmo mais uma diminuição do seu espaço é aceitar que os nossos alunos tenham menos acesso à cultura e a espaços de pensamento e reflexão.

O número de alunos na origem do C.E.M.N.E era de aprox. 600, sendo que atualmente, a unidade está altamente superlotada, com aproximadamente o dobro do número original.

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Como foi possível dobrar o número de alunos sem aumentar ou construir nova escola? São 20 anos de história, sendo que a comunidade não recebeu nenhum equipamento novo de educação, mas apenas manobras de encaixe dentro da mesma estrutura, criando salas de aula artificiais, fora do projeto original da escola.


O C.E.M.N.E já perdeu os seguintes espaços pedagógicos, que se tornaram salas de aula improvisadas: 1 – Sala de leitura; 2 – sala da orientação pedagógica dos Anos Finais; 3 – sala da orientação pedagógica dos Anos Iniciais; 4 – sala de materiais escolares da administradora; 5 – sala de vídeo; 6 – sala da direção; 7 – sala de jogos. 

Assim foi possível dobrar o número de estudantes da escola, com enorme prejuízo de recursos pedagógicos.

Na prática, para cada espaço perdido, perde-se mais uma atividade pedagógica atrativa para os estudantes, enquanto que a escola está recebendo aprox. 70 alunos por sala nova (dois turnos). 

Essa política continuada de gestão da SEDUC/Prefeitura sobrecarrega a estrutura da escola, elétrica, hidráulica (uso dos banheiros); cozinha e refeitório, pátio, corredores, quadra de Ed. Física, etc. bem como o seu quadro humano profissional: professores/as, orientadoras, cozinheiras, administração, limpeza, etc.

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Portanto, o conjunto da equipe do C.E.M. rejeita esta medida de precarização, que está longe de qualquer forma de acolhimento a novos alunos. 

Nossa escola recebe com alegria e cuidado cada matrícula nova, porém não aceitaremos mais turmas novas em condições que já estão sobrecarregadas e precarizadas.

A comunidade do bairro inteiro Nova esperança e vizinhos (Parque Bandeirantes;
Loteamento Schutz; entorno da SpeedWay, Rio Pequeno – Camboriú) necessita não de uma ou outra sala de aula improvisada, mas de novas escolas, com estruturas adequadas e modernizadas.

19 de fevereiro, Balneário Camboriú/SC

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