Denúncias contra trabalho infantil devem ser feitas para a Abordagem Social em Balneário Camboriú

- Publicidade -
- Publicidade -

O segredo mais bem (mal) guardado do governo Ju Pavan

Atualizado: secretária deve deixar o cargo logo após a eleição.

Corretora de Balneário Camboriú disputa herança de até R$ 1 milhão em novo reality

Myriã Mendes está entre os 13 participantes de “Herança em Jogo”, que estreia nesta sexta-feira (25), no Globoplay, com Rodrigo Faro e Susana Vieira

Projeto aprovado na Câmara de Balneário Camboriú gera discussão sobre volta da ‘indústria da multa’

Sistema poderá utilizar veículos com câmeras para fiscalizar estacionamento, mas forma de implantação ainda será definida, afirma Evaldo Hoffmann

Leia também

- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

O Conselho Tutelar de Balneário Camboriú realizou, na tarde de terça-feira (12), uma reunião para estabelecer o fluxo de atendimento padronizado, que será usado para tratar as denúncias e os acompanhamentos relacionados ao trabalho infantil. Há muitas denúncias que o Conselho recebe na cidade, que agora serão atendidas pela Abordagem Social, SUAS e CREAS.

A reunião contou com a presença dos cinco conselheiros tutelares da cidade – Cristiane Amorim, Anna Gazaniga, Maurício Rafael, Liandro Passos e Karin Schwengber – além do responsável pela Abordagem Social, Amarildo Sartor, da diretora do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), Candice Cazorla, e do coordenador do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), Abner Santos. Com o novo protocolo, as denúncias de trabalho infantil deverão ser direcionadas primeiramente à Abordagem Social. Este serviço será responsável por identificar os envolvidos na situação e, se necessário, acionar o Conselho Tutelar. 

A presidente do Conselho Tutelar, Cristiane Amorim, explica que recebem muitas denúncias em relação ao trabalho infantil em Balneário Camboriú e que um problema enfrentado é em relação à tipificação, pois não há criminalização no trabalho infantil, não há uma pena. 

“Então, quando nós conseguimos identificar os responsáveis, de fato a gente não consegue tipificá-los para que eles tenham uma penalização. Essa dificuldade existe. Fora isso, era preciso regularizar o município – nós estávamos há anos tentando regularizar a função dos serviços especializados em abordagem social, porque uma criança ou adolescente que está vendendo na rua, ela está o quê? Procurando o seu sustento na rua. E é uma criança ou adolescente em vulnerabilidade social”, diz.

Por isso, entra dentro do serviço de assistência social e pode ser atendido pelo SUAS, que denomina como responsabilidade dos serviços especializados em abordagem social. 

A reunião realizada nesta terça (Divulgação/PMBC)

Segundo Cristiane, o Conselho enfrentava uma situação com a antiga gestão em que a abordagem social se negava a fazer a abordagem por entender que criança e adolescente seria somente com o Conselho Tutelar.

“Conseguimos definir um fluxo no município em que a abordagem social vai receber a denúncia, vai fazer o atendimento dessa criança ou adolescente, identificar e aí vai fazer encaminhamento para o CREAS, que faz o trabalho com a família, de desnaturalizar essa questão do trabalho infantil e auxiliar se for necessário, com encaminhamento para o Jovem Aprendiz para quem tem idade permitida para trabalhar de maneira formal (14 anos) e vai comunicar o Conselho Tutelar”, explicou.

- Continue lendo após o anúncio -

O Conselho Tutelar vai somente acompanhar essa família e aplicar alguma medida que for necessária. Caso não haja um responsável com essa criança ou adolescente, a abordagem social vai fazer identificação e contatar o Conselho Tutelar para dar os devidos encaminhamentos para essa criança e adolescente que está em situação de trabalho infantil.

Cristiane aponta que agora esse fluxo está bem definido e as pessoas serão orientadas a denunciar o trabalho infantil para a abordagem social, que vai fazer o atendimento e acolhimento da criança e adolescente, encaminhar para o Conselho Tutelar quando necessário, ou então encaminhar para o CREAS, para fortalecer o vínculo familiar, e encaminhar para setores que forem necessários para fortalecer a capacidade protetiva dessa família.

A presidente aproveita para citar que outro problema que encontram quando vão atender as crianças e adolescentes é a fuga (por parte dos menores), que saem correndo quando veem o carro do Conselho Tutelar ou a van da abordagem social. 

“Nós não temos como e nem podemos correr atrás delas. Enfrentamos esse grande problema – às vezes as pessoas denunciam, vamos até lá, eles (adolescentes/crianças) saem correndo, não conseguimos ir atrás. Aí no outro dia  estão lá no mesmo ponto e acontece a mesma situação. É complicado realmente. E a maioria dessas crianças e adolescentes que fazem a venda em sinais de Balneário Camboriú são moradoras de outros municípios. É um fato – a maioria que nós conseguimos identificar, atender e conversar não são daqui e sim principalmente de Camboriú”, acrescenta, citando que quando conseguem abordar e a criança é de outra cidade, encaminham para o município de origem.

O que dizem a Diretoria da Divisão do SUAS e a coordenadoria do CREAS

Através de nota, a Diretoria da Divisão do SUAS e a coordenadoria do CREAS afirmaram que com relação ao trabalho infantil, a atual gestão está comprometida com a proteção social dessas crianças e adolescentes, que possam estar sendo submetidos à exploração de trabalho. 

“O acompanhamento familiar é importante e fundamental para identificar quais são as vulnerabilidades sociais ou efeitos culturais que estão como fundo deste fenômeno, para que seja superado e/ou ressignificado”, afirmaram.

- publicidade -
Clique aqui para seguir o Página 3 no Instagram
Quer receber notícias do Página 3 no whatsapp? Entre em nosso grupo.
- publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

Últimas