O presidente da Câmara, vereador Marcos Kurtz e o vereador Marcelo Achutti estão visitando a Secretaria da Assistência Social de São Paulo para conhecer alguns programas voltados para atender pessoas em situação de rua. Nesta quarta-feira (20), eles visitaram a Vila Reencontro, em Canindé.
Achutti conversou com o Página 3 e disse que ele e Kurtz já conversavam há algum tempo sobre o tema e queriam ir para São Paulo, já que a capital paulista é referência no assunto por ter a maior população de rua do país — cerca de 90 mil pessoas, segundo dados do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua (OBPopRua), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

“Estávamos tentando agenda e conseguimos agora. Fomos nesta quarta em uma vila em Canindé. Cada vila é formada por contêineres, que abrigam famílias por até dois anos. É um lugar onde você se sente bem, com pessoas simples, mas felizes. Tem horário para entrar e sair, horário para receber visitas. Essas pessoas estão morando nessas vilas ao invés de morar na rua. A prefeitura acolhe e lá podem ficar por até dois anos. Há acolhimento. Estou encantado. Fomos também no Centro Pop, onde os moradores de rua são acolhidos e recebem desde atendimento de saúde, odontológico, psicológico, e podem fazer documentos”, disse.
Nesta quinta-feira (21) os vereadores vão conhecer o projeto onde a prefeitura de SP compra vagas em hotéis para pessoas que precisam de acolhimento rápido e também acompanharão abordagens da assistência social aos moradores de rua.
“Balneário pode não conseguir fazer isso (comprar vaga em hotéis), mas as vilas podem ser feitas. A Casa de Passagem pode continuar, mas podem criar as vilas, onde as pessoas são assistidas e também ganham comida. Cada família ganha cerca de R$ 1600 por mês. Realmente me chamou a atenção a limpeza e organização. O vereador Marquinhos (Kurtz) vai sugerir para a prefeita. Por exemplo, no terreno da Casa de Passagem podem fazer uma vila também ou aluguel social… são ideias”, acrescentou.


O vereador Marcos Kurtz contou ao jornal que a visita a SP tem sido bem interessante, e que assim como Achutti o que mais o encantou foi a vila.
“Hoje tem 10 vilas e atendem 1600 pessoas. Na que fomos hoje haviam 44 casas, que abrigam até 4 pessoas, e tem também as que abrigam até 6 pessoas. O modelo que foi feito chamou a minha atenção, com espaços muito interessantes que trazem dignidade, com serviço de apoio da prefeitura, de alimentação e também institucional de incentivar que tenham uma vida melhor”, afirmou.
O presidente da Câmara de Balneário destacou que a proposta é as famílias ficarem até dois anos na vila.
“Então nesse período eles têm que buscar melhorar de vida para conquistar a própria casa, para que avancem e tenham oportunidades. Também oferecem cursos que trazem oportunidade para crescerem e se desenvolverem”, disse.
Outro ponto destacado por Kurtz foi a questão da esmola — São Paulo também é a favor de não dar, mas também divulgam os serviços que existem na cidade.
“Porque há o entendimento de que às vezes a pessoa dá esmola porque não sabe que tem serviço adequado de atendimento aos moradores de rua. Por isso é importante divulgar, porque é melhor ligar para o 156 ao invés de dar esmola”, completou.

