Um discurso comum por parte dos corretores é que comprar um imóvel na planta garante lucros extraordinários, o que nem sempre é verdade e expõe o comprador a riscos também extraordinários, como seu viu nesta semana quando a polícia explodiu a arapuca montada em Itapema pela Construtora B. Fabbriani e suas coligadas.
No momento, o mercado imobiliário do litoral norte catarinense está repleto de rumores sobre outras empresas que também não estão cumprindo cronogramas de obras e/ou estão com empreendimentos parados – e com dificuldades para pagar salários e fornecedores.
Neste cenário, comprar imóvel sem tomar cuidados é um risco pouco desprezível. Os especialistas fazem algumas sugestões:
- Desconfie das oportunidades imperdíveis – Se o preço ou as condições de venda são imperdíveis desconfie, pois as melhores oportunidades costumam ser oferecidas a investidores habituais.
- Verifique a reputação da empresa, do empreendedor e do corretor – Faça essa verificação nos registros públicos e com as imobiliárias concorrentes. Empresas com pouco tempo de mercado podem ser arapucas.
- Utilize assessoria qualificada – O corretor de imóveis deve estar inscrito no Creci e, de preferência, atuar no mercado há vários anos. Consulte um advogado de confiança, ele ajudará a reduzir os riscos.
- Confira a documentação – Solicite e confira nas fontes emitentes o registro de incorporação, a matrícula atualizada do imóvel, a escritura, certidões negativas da construtora e dos seus proprietários.
- Formalize – Não confie em promessas, tudo precisa estar escrito e registrado em cartório. Não faça negócio de gaveta, isso pode acabar mal.
- Faça as contas – A valorização imobiliária que os corretores apregoam, na maioria das vezes é irreal ou menos atraente do que em outras cidades, ou tipo de investimento.

