Riscos que pragas urbanas representam à população de Balneário Camboriú foi tema na Câmara de Vereadores esta semana

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O coordenador do Centro de Controle de Pragas Urbanas (CCPU) da Vigilância Sanitária de Balneário Camboriú, Germano Campos da Silva Neto, esteve na Câmara de Vereadores esta semana, para falar sobre os riscos que a população enfrenta em relação aos pombos, escorpiões, ratos, morcegos e caramujos.

Ele também falou sobre as atividades preventivas de vigilância ambiental, o controle e manejo de pragas urbanas realizadas pelo CCPU.

Segundo o coordenador, o CCPU faz o controle sistemático e seus agentes vêm orientando a população, porque estes animais causam doenças. O problema mais ‘visível’ são os pombos que frequentam a praia central, mas eles vivem em outros locais, onde costumam fazer seus ninhos, como colégios, condomínios e igrejas.

“Os pombos são considerados animais exóticos, são protegidos por lei e não tem predadores, por isso o aumento rápido destas aves, então é bem difícil esse controle, porque muitas pessoas ficam alimentando eles”, disse.

Germano na tribuna livre da Câmara nesta terça-feira / Divulgação/CVBC

Germano chamou atenção para as diversas doenças que os pombos podem transmitir, entre elas, salmonelose, criptococose, histoplasmose, ornitose e até meningite. Ele pediu aos vereadores que aprovem o projeto de Jade Martins e Samir Dawud (https://pagina3.com.br/politica/vereadores-propoem-projeto-de-lei-para-controle-populacional-de-pombos-em-balneario-camboriu/ que vai auxiliar o trabalho dos fiscais e agentes.

Escorpiões também

Freepik

Germano disse aos vereadores que outro problema que vem preocupando são os escorpiões amarelos, que costumam se alojar em bueiros, pedras, restos de construção civil e até dentro de casa, como aconteceu essa semana, quando o CCPU foi chamado para atender um caso.  Ele citou que foram encontrados destes animais na Praia dos Amores, na Rua 1950 e na Rua 1600.

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Eles tem em média 7cm e se alimentam de insetos, como grilos, gafanhotos. Tem mais de duas mil espécies no mundo e no Brasil de 170 a 300 tipos. A maioria desta população é formada por fêmeas que se autoprocriam. O veneno está na cauda.

São animais de hábitos noturnos, por isso o monitoramento com luz ultravioleta (UV) é eficiente, eles ficam fluorescentes e por isso, visíveis.

“Fazemos busca ativa das 19h às 23h quando ficam mais visíveis. Caso alguém encontrar nunca deve colocar a mão e se for picado, causa náusea, vômito, formigamento, falta de ar, precisa procurar urgente um hospital, porque nos postos de saúde é muito difícil encontrar o soro. E este animal é letal”, orientou Germano. 

Ratos gostam de praia

Freepik

Segundo Germano, o CCPU realiza regularmente desratização em cerca de 800 pontos no município, entre eles, as 39 unidades básicas de saúde. Ele destacou a desratização realizada na Praia Central, especialmente nos pontais norte e sul, onde gostam de se esconder nas pedras para sair à noite em busca de alimentos deixados na areia. 

Germano disse que frequentemente os comerciantes da orla são orientados a não deixar restos de comida para alimentar estes animais, que causam muitas doenças graves, como a Leptospirose (causada por bactéria na urina e que afeta múltiplos órgãos); a Hantavirose (infecção grave de transmissão por contato com fezes e urina que pode levar à síndrome pulmonar) e a Peste bubônica (doença bacteriana transmitida pela picada de pulgas de ratos). 

Morcegos e Caramujos

Germano também falou sobre os perigos do caramujo africano, um animal que gosta de terrenos baldios, não deve ser tocado sem luvas e neste caso, deve ser colocado em um recipiente com cal virgem e depois quebrado, para ser jogado no lixo. Ele causa meningite e outros doenças.

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Assim como os pombos, os morcegos também são protegidos por lei, contudo podem transmitir doenças sérias, como a raiva (pela saliva ou mordida), e histoplasmose (pela inalação de fungos das fezes). Outras doenças incluem salmonelose e criptococose.

Em áreas urbanas eles vivem em sótãos, vãos de edifícios e marquises, locais de pouca luz e se alimentam de insetos atraídos pela iluminação. Eles também apreciam árvores frutíferas. 

CCPU – (47) 3366-4593. Em caso de denúncia de pragas, procurar a Ouvidoria da prefeitura 0800-644-3388. 

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