Vereadores propõem projeto de lei para controle populacional de pombos em Balneário Camboriú

O projeto foi apresentado na sessão desta terça (24). Caso aprovado, caberá ao Executivo regulamentar os detalhes da aplicação da lei

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Os vereadores Jade Martins (MDB) e Samir Dawud (Cidadania) protocolaram um projeto de lei que estabelece regras e medidas preventivas para o manejo de pombos, para proteger a saúde pública, o meio ambiente e evitar a proliferação descontrolada das aves. 

A situação é alvo de debate constante e inclusive o Página 3 já divulgou denúncias de moradores sobre pessoas que alimentam pombos na Praia Central (relembre aqui).

Segundo os vereadores, a iniciativa visa ‘proteger a saúde pública, promover a responsabilidade sanitária e evitar os riscos associados à superpopulação desses animais’. 

No texto apresentado por eles, ficam proibidas ações como alimentar pombos ou manter abrigos destinados à sua permanência, com a justificativa de que tais práticas contribuem diretamente para o aumento descontrolado da espécie Columba livia, variedade doméstica, comumente encontrada em centros urbanos.

Responsabilidade dos proprietários e fiscalização

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O projeto determina que proprietários ou responsáveis por imóveis com sinais de infestação devem adotar medidas de prevenção, como a instalação de redes ou barreiras físicas que dificultem o pouso e a formação de ninhos. Essas ações deverão seguir regulamentação específica a ser definida pelo Poder Executivo.

A fiscalização ficará a cargo das secretarias do Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, da Saúde, Centro de Controle de Pragas Urbanas (CCPU) e dos fiscais de posturas. 

Em caso de infestação, a prefeitura poderá contratar empresas especializadas para realizar a remoção segura dos pombos, seguindo os trâmites legais de contratação pública.

Penalidades e exceções

Quem descumprir a nova legislação estará sujeito a advertência por escrito e multa no valor de uma Unidade Fiscal Municipal (UFM), com penalização dobrada em caso de reincidência. 

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Já as despesas com remoção das aves serão cobradas do responsável, caso a origem da infestação seja identificada.

O projeto, no entanto, reconhece e regulamenta exceções para atividades específicas que envolvam a criação e soltura controlada de pombos, como no caso de criadores de pombos-correios e rituais religiosos, desde que autorizadas pela prefeitura e que cumpram normas sanitárias rigorosas.

Saúde pública em foco

Segundo a vereadora Jade Martins, o objetivo é conciliar bem-estar animal com saúde pública. 

“Sabemos que os pombos urbanos podem transmitir doenças e causar danos à infraestrutura, especialmente em locais de grande circulação de pessoas. Essa legislação busca prevenir riscos e promover um ambiente urbano mais seguro e saudável para todos”, afirmou.

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Essas aves representam um risco considerável à saúde pública, pois são portadoras e disseminadoras de diversas doenças transmissíveis a humanos. 

A “doença dos pombos”, como é popularmente conhecida, refere-se principalmente à criptococose, uma infecção fúngica causada por fungos do gênero Cryptococcus, frequentemente encontrados nas fezes desses animais. Outras doenças associadas a pombos incluem salmonelose, encefalites virais e infecções por E. coli.

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