O mascote Jacamasa, principal figura do projeto de educação ambiental da Empresa Municipal de Águas e Saneamento de Balneário Camboriú (Emasa), criado para orientar e divertir as crianças sobre a importância do cuidado com a água e o saneamento, não está sozinho.
A reportagem do Página 3 esteve nesta semana na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), no Bairro Nova Esperança, e descobriu que o simpático jacaré tem muitos “primos e irmãos”. Desde 2012, quando duas lagoas da ETE foram desativadas, o espaço acabou virando lar para uma população inteira de jacarés.
Segundo o diretor-presidente da Emasa, Auri Pavoni, vivem atualmente no local cerca de 200 jacarés – embora não seja possível determinar o número exato. As lagoas também abrigam peixes e há registros de capivaras circulando por lá (apesar de a reportagem não ter dado a sorte de encontrar nenhuma durante a visita).

Como tudo começou
Auri conta que não lembra com precisão como os primeiros jacarés apareceram na ETE, mas recorda vagamente que o “casal pioneiro” surgiu ainda no governo de Edson Renato Dias, o Piriquito. Sem controle populacional, o número de animais cresceu rapidamente. Hoje, a lagoa é praticamente um ‘condomínio’ de jacarés — inclusive com um exemplar raro, flagrado neste ano, que apresentava leucismo, uma condição genética que causa perda parcial da pigmentação da pele (relembre aqui).
Questão ambiental
Apesar de desativadas, as lagoas ainda acumulam, segundo o presidente da Emasa, cerca de três metros de lodo. O Ministério Público solicitou à prefeitura a retirada desse material, mas, para que isso aconteça, será necessário contar com o apoio do Ibama — justamente por causa da presença da grande comunidade de jacarés. Após a retirada do lodo, o local deverá ser ‘devolvido’ ao governo municipal e poderá futuramente até mesmo ser um grande parque para a população.

