A estudante de Empreendedorismo da Link School of Business (SP), Maria Eduarda Motta, 19 anos, nascida em Balneário Camboriú, é a primeira e única catarinense premiada no Peter Drucker Global Challenge 2025, competição internacional de ensaios, promovida pelo Peter Drucker Society Europe, em Viena, Áustria.
Neste ano, o desafio se inspirou no pensador Charles Handy e sua filosofia da “Segunda Curva” – a ideia de que o futuro pertence a quem tem coragem de iniciar novos ciclos antes do declínio do atual.
Em seu ensaio, Maria expandiu essa visão ao propor o conceito de ‘multicurvas’, trajetórias de vida e de negócios que não se limitam a um único recomeço, mas se multiplicam em diversas direções, sempre guiadas por propósito e escuta interior.
“Escrever sempre foi, para mim, um exercício de autoconhecimento. Mas inscrever-me nesse desafio foi mais do que coragem: foi acreditar que minhas palavras podiam atravessar fronteiras invisíveis. Ao expandir a ideia da Segunda Curva de Handy, propus as multicurvas, trajetórias que se abrem em paralelo, como galhos de uma árvore que florescem quando há propósito. O curioso é que o próprio resultado do ensaio se tornou prova dessa visão: de que cada passo guiado pela essência pode abrir caminhos muito maiores do que imaginávamos”, disse.
Raízes e trajetória

Nascida em Balneário Camboriú e criada também em Itapema, Maria é estudante da Link School of Business, em São Paulo, a primeira faculdade brasileira dedicada exclusivamente ao empreendedorismo.
Ao longo de sua jornada, transitou por áreas como marketing, operações e projetos criativos até encontrar no campo da biotecnologia e da sustentabilidade seu maior propósito: unir ciência, inovação e impacto ambiental por meio do empreendedorismo.
“Sempre fui uma filósofa do porquê. Não busco apenas criar o novo, mas o que é significativo. Acredito que a verdadeira inovação nasce da coragem de desafiar o óbvio e de conectar pontos improváveis, sempre em busca do impacto que realmente importa”, explica.
Um feito histórico
O reconhecimento também tem um marco coletivo: é a primeira vez que três brasileiras aparecem juntas entre os dez vencedores mundiais. Para Maria, isso é um símbolo de que o Brasil, e especialmente as jovens vozes femininas, estão encontrando cada vez mais espaço e reconhecimento nos debates globais sobre gestão, filosofia e o futuro dos negócios. Além do reconhecimento internacional, o Peter Drucker Global Challenge oferece aos vencedores um prêmio em dinheiro e a oportunidade de participar do fórum global em novembro, em Viena, ao lado de líderes, acadêmicos e executivos de referência mundial.
Mais informações sobre o desafio estão disponíveis no site oficial: druckerchallenge.org
Reflexão final e convite
“Se essa vitória inspirar alguém a ousar escrever, inscrever-se ou sonhar, então ela já cumpriu seu papel. Porque no fundo, a vida é feita dessas curvas inesperadas. E talvez as suas estejam esperando por você. A questão é: terá coragem de atravessar a sua próxima curva”, questiona Maria.
Quem quiser acompanhar os próximos passos ou as próximas curvas, pode seguir Maria https://www.linkedin.com/in/maria-eduarda-motta [Instagram] @maria.e.motta

