Audiência pública debateu estadualização do Hospital Ruth Cardoso e futuro dos trabalhadores

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As fotografias são as que aparecerão na urna, durante a votação. Fonte dos dados e imagens TSE.

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A Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú realizou, na noite de quinta-feira (25), uma audiência pública para discutir o processo de transição do Hospital Ruth Cardoso, que deixará de ser administrado pelo município para passar à gestão estadual. 

O encontro, proposto pelo vereador Ricardinho da Saúde, ex-diretor do hospital e integrante da Comissão de Saúde da Casa, reuniu autoridades estaduais e municipais, além de profissionais da unidade e comunidade.

A audiência contou com a participação da secretária adjunta de Estado da Saúde, Cristina Pires Pauluci, que respondeu às principais dúvidas sobre a mudança. 

Divulgação/Gabinete Ricardinho da Saúde

O evento se estendeu das 19h às 22h e foi marcado por um clima de tranquilidade e diálogo, segundo o vereador Ricardinho.

Preocupação com os trabalhadores

A principal pauta foi o futuro dos profissionais que atuam no Ruth, especialmente das áreas de enfermagem, administrativo, higienização e copa. Havia receio de demissões em massa, mas a secretária Cristina garantiu que não é perfil do Estado adotar esse modelo. 

“Ela informou que a característica do governo é absorver hospital e funcionários, avaliando os quadros ao longo do tempo. Não é prática do governo simplesmente dispensar grande quantidade de trabalhadores”, afirmou.

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Questionamentos sobre salários não surgiram, mas os profissionais do Ruth Cardoso estão preocupados, com receio de ganhar menos. Hoje, o hospital paga melhor até mesmo em comparação com a rede particular. 

“Não tem como falar disso, porque ainda não há definição sobre qual será a empresa que assumirá a gestão do hospital. Foi muito bacana a presença da comunidade e dos profissionais da saúde. Não teve outras dúvidas além das apontadas pelos profissionais de saúde, quem falou mesmo foram eles. Foi bem agradável, não teve barraco, panelaço… todos entenderam o objetivo da audiência pública”, afirmou o vereador.

Estrutura e atendimentos

Também foi ressaltado que a estadualização trará ganhos em estrutura, atendimentos e especialidades. O terreno do hospital permite ampliações, e a promessa é de que não haja soluções improvisadas, mas sim obras definitivas. Também foi destacada a necessidade de processos mais ágeis, já que atualmente o hospital depende da prefeitura até para compras básicas.

Com a gestão estadual, cirurgias eletivas deverão ganhar celeridade. A meta é unificar a fila de procedimentos e criar parcerias para que pacientes sejam direcionados para onde houver maior rapidez na realização da cirurgia.

Divulgação/Gabinete Ricardinho da Saúde

Participação das autoridades

O encontro contou ainda com a presença do secretário da Casa Civil, Leandro Arthur Rodrigues da Silva, o Índio, do vice-prefeito de Balneário Camboriú, Nilson Probst, do deputado Carlos Humberto Metzner Silva, da secretária municipal de Saúde, Aline Leal, superintendente responsável pelo processo de estadualização do Hospital Regional Ruth Cardoso, Leocádio Giacomello, além de vereadores.

Índio representou a prefeita Juliana Pavana e destacou que a audiência serviu para prestar contas e reforçar os avanços garantidos pelo processo de estadualização: 

“A audiência foi um momento importante para que pudéssemos prestar contas para a sociedade, para os vereadores, para as lideranças, presidentes de entidades sobre o andamento desse processo de estadualização do hospital. Ficou muito claro ao término do encontro que nós temos avanços substanciais do ponto de vista da ampliação dos serviços, do ponto de vista da garantia de recursos para reforma, infraestrutura do hospital, demonstrando que a prefeita Juliana Pavan tinha razão quando defendeu a estadualização, porque além de o estado assumir na plenitude o custeio do hospital, ainda está garantindo os recursos para que se possa fazer ampliações, manutenções e reformas que o município sozinho não teria condição de prover”, afirmou.

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Ele ainda relembrou que a prefeita optou por não homologar um processo anterior, iniciado na gestão Fabrício Oliveira, que previa contratar uma entidade para gerir o Ruth ao custo de R$ 1 bilhão, que seria arcado pelos cofres municipais.

Divulgação/Gabinete Ricardinho da Saúde

Próximos passos

Ficou definido que haverá uma segunda audiência pública, proposta pelo deputado estadual Carlos Humberto, quando for concluído o processo licitatório para a terceirização da gestão. 

Até lá, o prazo oficial para a estadualização é novembro, mas o cronograma pode se estender. Para Ricardinho da Saúde, o encontro cumpriu seu objetivo: 

“Foi uma oportunidade muito importante para que os profissionais do Ruth tirassem suas dúvidas e para que a comunidade entendesse melhor o processo. Saímos satisfeitos porque houve respeito e esclarecimentos, e agora aguardamos os próximos passos”, avaliou o vereador.

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