Alunos do Caic Ayrton Senna da Silva, de Balneário Camboriú, apresentaram dois projetos na Feira de Iniciação Científica, realizada no IFC Camboriú.
Os projetos apresentados são: ADA – Meninas Programadoras, tem como objetivo introduzir conceitos de pensamento computacional e lógica de programação para meninas do 4º e 5º ano do Ensino Fundamental I, em aulas ofertadas no contraturno escolar. O projeto foi apresentado pelas alunas Emily Leite de Melo e Raquel dos Santos de Almeida, sob orientação dos professores Odilon Honorato Francisco Filho e Vanessa Lima Bertolazi Simon; e o projeto Hábitos alimentares, condutas de risco e bullying em estudantes do Ensino Fundamental.
ADA – Meninas Programadoras
A escolha do público exclusivamente feminino se fundamenta na baixa representatividade de mulheres na área da tecnologia, buscando contribuir para a Meta 5 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que visa alcançar a igualdade de gênero e afirmação pessoal de meninas e mulheres.
As atividades foram desenvolvidas por meio da plataforma App Inventor, do MIT, que possibilita a criação de aplicativos para celular por meio da programação em blocos. A partir desse recurso, as alunas criaram um jogo de raciocínio lógico em que o usuário deve adivinhar uma senha aleatória de três números, contando com oito tentativas para descobrir a combinação correta. A cada jogada, o jogo fornece pistas indicando quais algarismos estão na posição certa, em posição incorreta ou não fazem parte da senha, estimulando o pensamento crítico, a resolução de problemas e a persistência diante de desafios, através dos pilares do Pensamento Computacional: Decomposição, Reconhecimento de padrões, Abstração e Algorítimo.
O projeto está alinhado à BNCC – Base Nacional Comum Curricular, no eixo de Computação, especialmente nas competências relacionadas ao pensamento computacional, cultura digital e uso crítico e criativo de tecnologias digitais (BNCC, 2017).
Também dialoga com o Currículo de Referência em Computação do CIEB, que enfatiza a importância do ensino de computação desde os anos iniciais, promovendo a autonomia, a criatividade e o protagonismo estudantil. Além de favorecer o aprendizado de conceitos matemáticos e lógicos, a iniciativa busca despertar o interesse das meninas pela ciência e tecnologia, ampliando suas perspectivas acadêmicas e profissionais futuras. O desenvolvimento desse tipo de atividade no contraturno escolar reforça o caráter inclusivo e extensionista da proposta, fortalecendo a relação entre a escola, a comunidade e os desafios contemporâneos de equidade de gênero. O projeto encontra-se em andamento e tem apresentado resultados promissores, tanto no engajamento das participantes quanto no desenvolvimento de habilidades de raciocínio lógico, criatividade e colaboração.
“O projeto ADA Meninas Programadoras, é importante porque desperta o interesse das meninas pela tecnologia desde cedo, em um espaço onde elas ainda são pouco representadas. Trabalhando com letramento digital e programação; elas desenvolvem lógica, criatividade, foco e cooperação ao mesmo tempo em que conquistam afirmação pessoal. A participação na FICE é especial porque permite que elas mostrem suas criações, ganhem visibilidade e percebam que podem ser protagonistas na ciência e na tecnologia”, disse o professor Odilon.
“É uma grande satisfação ver crianças e adolescentes, especialmente as meninas, participando desta feira de iniciação científica e apresentando um projeto desenvolvido no App Inventor, voltado ao pensamento computacional. Esse espaço não é apenas uma vitrine de ideias, mas uma oportunidade concreta de transformar curiosidade em conhecimento e de perceber que ciência e tecnologia são áreas abertas a todos”, afirmou a professora Vanessa..
Hábitos alimentares, condutas de risco e bullying em estudantes do Ensino Fundamental

Estudantes do oitavo e novo ano da Escola Municipal CAIC Ayrton Senna da Silva e participantes do Projeto Jovem Doutor publicaram seu primeiro trabalho científico na XVI FICE. O estudo tratou de um levantamento sobre hábitos alimentares e conduta de risco, bullying e percepção.
O tema surgiu da problematização feita pelos próprios alunos/as acerca de suas condições enquanto sujeitos em processo de intensas mudanças biológicas e emocionais, submetidos a influências sociais, familiares e midiáticas no que se refere a comportamento e transtornos alimentares. Nessa fase da vida, sentimentos de insegurança e vulnerabilidade podem favorecer a construção de uma percepção distorcida da autoimagem, aumentando o risco de desenvolvimento de transtornos alimentares ou de práticas relacionadas à violência estética.
O objetivo da pesquisa foi analisar hábitos alimentares, percepção corporal, condutas de risco e experiências de bullying entre estudantes do 6º e 7º anos do Ensino Fundamental da Escola Municipal CAIC Ayrton Senna da Silva. Conclui-se que adolescentes do Ensino Fundamental (6º e 7º) apresentam preocupações significativas relacionadas à alimentação e à imagem corporal, além de estarem expostos a condutas de risco e à violência estética. Os dados reforçam a influência de fatores de gênero, ambiente social e mídias digitais, indicando a necessidade de estratégias interdisciplinares de prevenção e promoção da saúde no contexto escolar.
O projeto foi assinado pelos estudantes Felipe Jurasck, Maria Eduarda Andrade, Maria Eduarda Carvalho, Esther Sabino e Keila Toribio, sob orientação da professora Joana Rizzolo.
“Estudantes de 14 anos produzindo conhecimento científico é extraordinário! Poder fazer parte disso me realiza enquanto educadora. Agradeço aos envolvidos na organização do Projeto Jovem Doutor, oportunidade única, pra mim e, principalmente, para os jovens cientistas”, destacou Joana.

