Conselho Tutelar lança concurso de desenho para desmistificar imagem repressora do órgão

A presidente Cristiane Amorim disse que muitos pais e até profissionais da educação ainda ‘usam’ o CT para amedrontar quando dizem…‘Ah, vamos chamar o Conselho para te levar’

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O Conselho Tutelar de Balneário Camboriú, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (Seduc), lançou um concurso de desenho para estudantes da rede municipal de ensino. 

O objetivo é fortalecer o conhecimento sobre o papel do Conselho Tutelar na proteção integral de crianças e adolescentes e, ao mesmo tempo, corrigir percepções equivocadas sobre a atuação do órgão.

A proposta envolve alunos de quatro categorias: pré-escola, anos iniciais, anos finais e Educação de Jovens e Adultos (EJA), e selecionará um desenho vencedor por grupo. 

As produções devem ser entregues pelas escolas até o dia 10 de novembro, no Departamento de Ensino Fundamental da Secretaria de Educação. O critério de avaliação não será o desenho mais bonito ou tecnicamente elaborado, mas aquele que melhor represente, de forma criativa e fiel, a função do Conselho Tutelar na garantia de direitos de crianças e adolescentes.

O CT não é uma ameaça, e sim um órgão de proteção

A presidente do Conselho Tutelar de Balneário Camboriú, Cristiane Amorim, explica que a principal motivação do concurso é aproximar os alunos da realidade e da verdadeira função do Conselho Tutelar. 

“Verificamos que muitos pais, e até mesmo alguns profissionais da rede de educação, ainda utilizam o Conselho como forma de amedrontar a criança ou o adolescente. Dizem: ‘Ah, vamos chamar o Conselho para te levar’, e isso não é verdade. Nosso papel é proteger, garantir direitos, acolher. Somos pessoas em quem as crianças e adolescentes podem confiar, que estão ali para auxiliar em situações de violação de direitos”, destacou.

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Cristiane reforça que o projeto depende diretamente da parceria com a Seduc e com os professores, que têm papel essencial na disseminação dessas informações dentro das salas de aula. 

“Contamos muito com os professores para abordarem com os alunos o que é o Conselho Tutelar e qual é a sua função. A escola é a maior porta de entrada de denúncias recebidas pelo Conselho, então é natural que esse diálogo comece ali. Queremos que os alunos entendam que o Conselho é aliado, é um órgão de proteção, e que os professores estão alinhados conosco neste propósito”, disse.

A presidente explica ainda que o Conselho Tutelar enfrenta alta demanda de atendimentos, o que dificulta o contato frequente com as escolas. Por isso, o concurso é também uma forma de expandir o alcance do trabalho educativo e estimular a reflexão sobre a importância da rede de proteção.

Os conselheiros Lico Passos, Anna Gazaniga, Karin Schwengber, Cristiane Amorim e Maurício Rafael. / Divulgação/CT

Como será o processo de escolha e premiação

A comissão julgadora será formada por cinco conselheiros tutelares, um representante do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), a secretária de Educação, Maria Ester Menegasso, e um professor indicado pela Educação para cada categoria participante. 

“Não vamos julgar pelo desenho mais técnico, mais colorido ou mais bonito, e sim por aquele que mais se aproxima do que realmente é o Conselho Tutelar. Cada faixa etária será avaliada dentro de seu contexto, respeitando a compreensão e a expressão de cada grupo de estudantes”, explicou Cristiane.

Os quatro trabalhos selecionados serão divulgados em 25 de novembro e ficarão expostos na brinquedoteca da sede do Conselho Tutelar, onde também ocorrerá a entrega dos prêmios.

Cada aluno premiado receberá um kit de material escolar; um par de ingressos para um local temático, cultural ou de lazer da cidade (como cinema ou atração turística); um jogo educativo compatível com a faixa etária.

“A entrega será feita na própria sede do Conselho, porque a ideia é justamente que os alunos conheçam o espaço, vejam onde trabalhamos e compreendam o que fazemos. Queremos levar o Conselho Tutelar para dentro das escolas, dos lares e dos meios de comunicação, mostrando que estamos aqui para proteger, e não para punir”, afirmou Cristiane Amorim.

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Expansão e parcerias

Atualmente, o projeto está sendo desenvolvido com as escolas da rede municipal, mas o Conselho pretende ampliar a iniciativa futuramente para as redes estadual e particular.

Segundo Cristiane, a parceria com a Secretaria de Educação (Seduc) foi determinante para o sucesso da ação,

 “Desde o início, a Seduc abraçou o projeto e entendeu a importância dele. Essa parceria é fundamental, porque sem o apoio da secretaria não conseguiríamos colocar a proposta em prática. A Seduc tem sido uma aliada importante, fazendo o elo entre o Conselho e as escolas”, completou.

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