O cenário atual indica que o PL terá dois candidatos de Balneário Camboriú à Assembleia Legislativa, sem falar nos outros partidos. A equação fica difícil porque um deles é o atual deputado, Carlos Humberto Metzner Silva, e o outro é o ex-prefeito, Fabrício Oliveira. O Página 3 conversou sobre o assunto nesta segunda-feira (24) com Carlos Humberto.
Cenário conturbado em Balneário Camboriú
O deputado disse ao jornal que, independente de partidos, Balneário Camboriú, como sempre, terá um cenário ‘conturbado’ de candidatos, a exemplo da última eleição estadual, quando a cidade teve 15 candidatos para deputado estadual e nove para federal.
“Eu acho que nessa eleição terão menos, mas mesmo assim muitos. E, como sempre, nós teremos votos para eleger um ou nenhum deputado. Eu já sou deputado estadual, então, acho que, por esta condição, a gente larga um pouco na frente dos adversários. Porém, essa quantidade de deputados que sairão, independente de partido, pode fazer com que Balneário Camboriú fique sem representação, ou que a gente mantenha uma representação. Acho que de todos esses candidatos que estão se colocando aí, um vai ser vitorioso e todos os outros, não”, disse.
“Eu não estarei no mesmo partido que o ex-prefeito”
Questionado como fica a disputa interna no PL, com ele e Fabrício no mesmo partido, Carlos Humberto afirmou que ‘isso não muda nada’ e que cada partido terá 41 candidatos.
“Seja qual for o partido, não vai ter um candidato único, vai ter 41 candidatos em todos os partidos. Então, isso não é impeditivo para ninguém. Agora, eu não estarei no mesmo partido que o ex-prefeito. Hoje, eu fiz uma escolha – eu faço parte de um grupo político diferente, que é o grupo político liderado pela prefeita Juliana. Portanto, eu não estarei no mesmo partido do adversário. É uma escolha que eu fiz e que eu vou seguir”, acrescentou.
O deputado reiterou e disse que não estará no mesmo que Fabrício ‘sem sombra de dúvida’ e garantiu que ‘isso não vai acontecer’.
“Eu não vejo que pode acontecer de a cidade apoiar só um candidato e isso também não é democrático. Existem vários partidos na cidade. Os partidos têm legitimidade para lançar candidaturas. Cabe ao eleitor escolher aquele que tem condição eleitoral e condição de representação”, afirmou.
Voto distrital em pauta
Carlos Humberto comentou que se considera um crítico do sistema eleitoral brasileiro, pois hoje há muitos partidos e fundo eleitoral e ‘tudo isso prolifera um número grande de candidatos’, mas que ‘tem que dançar conforme a música’ e não tem como ficar reclamando.
“Porém, se eu fosse deputado federal e tivesse uma reforma administrativa, eu votaria pelo voto distrital puro, pelo fim do fundo eleitoral, por uma cláusula de barreira mais vigorosa, maior do que a que nós temos hoje, para diminuir o número de partidos. Mas não é isso que está valendo, o que está valendo é a legislação que está imposta. Quem for disputar a eleição tem que disputar dentro da regra, e a regra é essa. Vai ter bastante candidato. Regionalmente nós vamos eleger provavelmente dois ou três representantes. É o que é possível eleger, e Balneário Camboriú pode ser que tenha um destes representantes. Dois não terá. É a minha opinião sincera”, pontuou.
Chance zero: quem só faz voto em Balneário e região
Na opinião de CH, quem quiser ganhar tem que ser ‘sabedor’ dessas dificuldades e tem que dançar conforme a música. O deputado disse ainda que quem só faz voto em Balneário, tende a perder a eleição e ‘não tem chance nenhuma’.
“Esse é chance zero. O que só faz voto aqui ou nos dois, três municípios em volta… não se elege. Só se elege quem faz voto no Estado, porque você não é eleito para ser deputado de Balneário Camboriú ou de Itajaí. Você é eleito para ser deputado estadual! Volto a dizer, eu sou um crítico disso – eu sou a favor do voto distrital. Mas não é isso que está valendo. Quem eu acho que vai se eleger em Balneário Camboriú: quem fizer voto no Estado todo. Agora, quem tem condição de discernimento para ver quem é que tem condição disso, aí é o eleitor. O eleitor tem que fazer a escolha dentro das opções que a gente tiver”, completou.

