A Procuradoria Especial da Mulher da Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú promoverá, no sábado de Carnaval (14 de fevereiro), uma caminhada educativa por bares e restaurantes da Avenida Atlântica, com foco no reforço da Lei ‘Não é Não’ e na divulgação da rede de proteção às mulheres no município.
A ação será realizada durante o dia, repetindo o modelo adotado em 2025, quando a mobilização ocorreu das 11h às 14h30. O objetivo é dialogar diretamente com comerciantes, trabalhadores do setor turístico e também com os turistas que estarão na cidade durante um dos períodos de maior movimento do ano.

A caminhada contará com a presença das duas vereadoras de Balneário Camboriú: a procuradora especial da mulher, Ciça Müller, e a subprocuradora, Jade Martins, além de outras lideranças convidadas. Entidades como o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher e a Secretaria de Assistência Social, Mulher e Família também foram convidadas a participar.
Segundo a procuradora Ciça Müller, a iniciativa ganha ainda mais relevância por acontecer durante o Carnaval, período marcado por grande fluxo de pessoas, consumo de bebida alcoólica e aumento da vulnerabilidade das mulheres.
“Além de dialogar com o comércio local, teremos um contato direto com os turistas que estão na cidade, reforçando a rede de apoio e proteção à mulher que o município dispõe. O Carnaval pode ser um momento em que muitas situações de assédio podem vir a acontecer, e é fundamental que bares e restaurantes saibam como agir, acolher e acionar ajuda quando necessário. Essa integração entre poder público, comércio e sociedade é essencial para garantir mais segurança às mulheres”, destacou.
A Lei ‘Não é Não’ estabelece medidas de prevenção e enfrentamento ao assédio e à violência sexual em ambientes de lazer, como bares, restaurantes, casas noturnas e eventos. A proposta da caminhada é justamente conscientizar os estabelecimentos sobre seu papel na proteção das mulheres, orientando sobre como identificar situações de risco e quais encaminhamentos podem ser feitos.
A Procuradoria Especial da Mulher reforça que ações educativas como essa são fundamentais para ampliar a informação, fortalecer a rede de proteção e garantir que mulheres saibam que não estão sozinhas, especialmente em períodos festivos, quando a exposição a situações de violência tende a aumentar.

