Suspeito joga mala com dinheiro pela janela durante operação da PF em Balneário Camboriú

A Operação Barco de Papel apura supostas irregularidades na aquisição de letras financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição recentemente liquidada pelo Banco Central

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Balneário Camboriú e Itapema foram alvo da Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (11), durante a terceira fase da Operação Barco de Papel, que investiga crimes contra o sistema financeiro e possíveis tentativas de obstrução de justiça relacionadas à gestão de recursos da RioPrevidência, fundo de previdência do Estado do Rio de Janeiro, por meio do Banco Master.

Segundo a PF, a ação resultou no cumprimento de dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados em Balneário e Itapema, com apoio de equipes da Delegacia da Polícia Federal em Itajaí. As ordens judiciais foram expedidas pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

Durante o cumprimento de um dos mandados, em um apartamento de Balneário Camboriú, um dos ocupantes do imóvel arremessou pela janela uma mala com dinheiro em espécie ao perceber a chegada dos policiais. O valor não foi informado, mas o montante foi recuperado pela equipe. Além do dinheiro, foram apreendidos dois veículos de luxo e dois celulares, que devem contribuir para o avanço das investigações.

Segundo a Polícia Federal, esta nova etapa da operação é baseada em indícios de obstrução de investigação e ocultação de provas por parte dos envolvidos. O material recolhido será analisado e periciado para identificar possíveis crimes financeiros e eventuais conexões com outras apurações em andamento – na terça-feira (3), o ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi preso pela PF e PRF em Itatiaia, no Rio de Janeiro, após retornar dos Estados Unidos. Ele é suspeito de obstrução de investigações e ocultação de provas.

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