Botafogo dá o troco no Nacional Potosí e avança na pré-Libertadores

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RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – O Botafogo está classificado para a próxima fase do mata-mata preliminar da Libertadores. O time derrotou o Nacional Potosí (BOL) por 2 a 0 e avançou ao último chaveamento antes da fase de grupos.

Os gols da classificação no Nilton Santos foram de Alex Telles e Danilo, ainda no primeiro tempo.

No jogo de ida, o Bota tinha perdido por 1 a 0, na altitude, e mostrou apetite para dar o troco, diante da superioridade técnica e física. Mas a vitória poderia ter sido bem mais elástica.

O time de Martín Anselmi agora encara o Argentinos Juniors ou Barcelona de Guayaquil -o jogo foi para os pênaltis, após os equatorianos vencerem na volta por 1 a 0.

Independentemente, o Botafogo fará o primeiro jogo fora de casa, semana que vem, em data a ser confirmada pela Conmebol. A volta será no Nilton Santos, já que o time brasileiro tem posição melhor no ranking da entidade continental.

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AVASSALADOR

Em dez minutos, o Botafogo já tinha feito um gol e acertado duas bolas na trave. Esse foi o nível do volume de jogo que o time imprimiu logo de cara.

O adversário era frágil, é bem verdade. E a vitória magra na altitude de 4 mil metros de Potosí já denunciava isso. Assim, o Botafogo tratou de apertar fundo o acelerador logo de cara para evitar sustos e uma tensão maior na arquibancada.

Na formação sem um centroavante de ofício, Matheus Martins mais uma vez foi o atacante mais avançado. Arthur Cabral ficou no banco.

Ao mesmo tempo, a liberdade que o esquema com três zagueiros dá aos alas ficou explícita. A primeira bola na trave foi com Vitinho, já aos 45 segundos de jogo. Aos 4 minutos, Alex Telles abriu o placar.

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E foi um golaço. Ele ganhou em velocidade da marcação e tocou de cobertura sobre o goleiro. Pintura.

A outra bola que quase foi gol parou no travessão, aos 10 minutos, quando Barboza ganhou pelo alto após escanteio.

PRESSÃO DÁ RESULTADO

O expediente da bola longa em velocidade foi muito bem usado pelo Botafogo. O time estava acertando o timing dos lançamentos e poderia ter ampliado em uma dessas oportunidades, com Mateus Martins.

Alex Telles e Vitinho mostraram muita vitalidade pelas pontas. Fisicamente, o Nacional Potosi também se mostrou frágil.

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Houve um momento no primeiro tempo que o Botafogo reduziu a marcha e tocou mais a bola, tentando achar espaços. Mas o time voltou a ser mais agressivo na reta final do primeiro tempo. Foi quando nasceu o segundo gol, com Danilo. O volante teve paciência (até demais) e sangue frio para procurar uma posição mais equilibrada, já na pequena área, e ampliar.

QUE SUSTO

O time boliviano àquela altura não mostrava qualquer indicativo de que poderia fazer um gol. O primeiro chute só veio aos 45 minutos do primeiro tempo, e o goleiro Léo Linck defendeu com tranquilidade.

Só que o segundo tempo trouxe um susto para o Botafogo, quando as coisas pareciam bem tranquilas. Uma das alterações no Potosí foi a entrada de Damián Villalba. E ele arriscou um chute de fora da área, aos 21 minutos, que explodiu na trave. Foi a chance mais clara da etapa final até aquele momento.

HORA DE ADMINISTRAR

O Botafogo já tinha apostado na entrada de Artur no lugar de Barrera, pensando em explorar mais jogadas de velocidade. O baixinho teve uma oportunidade de invadir a área que gerou reclamação alvinegra, pedindo falta. O árbitro mandou seguir.

Outro ajuste tático, já aos 30 minutos, foi a saída de Matheus Martins para a entrada de Arthur Cabral. Parte da torcida até esboçou uma vaia, mas esse bloco foi abafado pela galera do aplauso.

O Botafogo jogou pior no segundo tempo. Com menos fôlego, também cometeu erros técnicos na hora de construir jogadas. Isso foi podando as iniciativas e deixando o jogo “vivo”. Um gol do Nacional levaria o jogo aos pênaltis.

Mas ao fim das contas prevaleceu a produção alvinegra no primeiro tempo. De todo modo, a missão deste início de temporada não está completa. Ainda falta um mata-mata para chegar à fase de grupos da Libertadores.

BOTAFOGO

Léo Linck, Mateo Ponte (Justino), Bastos e Alexander Barboza; Vitinho, Newton, Danilo, Barrera (Artur) e Alex Telles; Montoro (Joaquín Correa) e Matheus Martins (Arthur Cabral). Técnico: Martín Anselmi.

NACIONAL DE POTOSÍ

Galindo, Baldomar (Schneider Peña), Restrepo, Demiquel e Orellana (Torrico); Azogue, Hoyos e Rojas; Willian Álvarez (Villalba), Otromín e Solís (Pavia). Técnico: Leonardo Eguez.

Local: Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)

Árbitro: Piero Maza (CHI)

Assistentes: José Retamal e Miguel Rocha (CHI)

Cartões amarelos: Mateo Ponte (BOT); Orellana, Pavia, Solís (NAC)

Gols: Alex Telles, 4’/1ºT (1-0); Danilo, 48’/1ºT (2-0)

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