Dia da Mulher será marcado por atos em Balneário Camboriú e Itajaí contra violência e pela defesa de direitos

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O Dia Internacional da Mulher será marcado por manifestações em Balneário Camboriú e Itajaí. No sábado (7), o Movimento Elas leva às ruas do Centro de Itajaí uma manifestação contra o feminicídio, a violência doméstica e outras formas de agressão contra mulheres.

No domingo (8), às 9h, a Praça Almirante Tamandaré, em Balneário Camboriú, receberá um ato em alusão ao Dia Internacional das Mulheres, organizado por movimentos de mulheres da região.

Balneário Camboriú

A mobilização em Balneário é construída pelo Setorial de Mulheres do PT de Balneário Camboriú, pelo Baque Mulher Itajaí/Balneário Camboriú – movimento de maracatu formado por mulheres -, pelo Levante das Mulheres Vivas – Foz do Rio Itajaí, pelo Coletivo Elas e pelo Movimento Mulheres do Litoral.

O ato integra a agenda histórica de lutas do mês de março e reforça o caráter político do 8 de março, marcado pela denúncia das violências e pela defesa de direitos.

Entre as principais pautas estão o combate permanente ao feminicídio e a todas as formas de violência de gênero, o enfrentamento ao racismo, à violência policial e à intolerância religiosa, além da defesa do fim da escala 6×1 e da redução da jornada de trabalho.

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Segundo as organizadoras, o ato é aberto à população e busca dialogar com todas as mulheres da cidade, reafirmando que o 8 de março é dia de mobilização e luta coletiva.

Foto: Luiz Fernando Nabuco/Aduff SSind

Itajaí

Em Itajaí, o ato será no sábado (7), quando o Movimento Elas levará às ruas do Centro da cidade uma manifestação contra o feminicídio, a violência doméstica e outras formas de agressão contra mulheres. 

A mobilização integra a agenda nacional do Movimento 8M, articulada em alusão ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março — data que, mais do que simbólica, se impõe como alerta diante da escalada da violência de gênero no país.

A programação inicia às 10h, em frente ao chafariz da Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento, com intervenção artística da artista plástica e arte-educadora Silvana Rocha. Às 10h30, um ato simbólico em frente ao Museu Histórico de Itajaí reunirá o grupo de maracatu Baque Mulher, além de leituras de dispositivos legais e letras de músicas que tratam do enfrentamento à violência de gênero.

O cortejo segue pelo calçadão da Hercílio Luz até a Praça do Marco Zero, onde estão previstas novas intervenções artísticas, distribuição de zines e falas de representantes do Movimento Elas, do bloco A Vida Presta, do coletivo Mulheres do Litoral, de lideranças políticas e de integrantes de sindicatos da região.

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A mobilização terá continuidade às 20h30, no Mercado Público, durante o Samba de Bárbara. 

Recorde nacional acende alerta

A mobilização ocorre em um cenário alarmante. Em 2025, o Brasil registrou o maior número de feminicídios desde que o crime foi tipificado, em 2015. 

Dados consolidados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça, apontam cerca de 1.470 mulheres assassinadas por razões de gênero no ano passado, média de quatro mortes por dia.

O indicador transforma o 8 de março em um momento de reflexão urgente sobre a persistência de uma violência estrutural que atravessa classes sociais, territórios e perfis socioeconômicos.

Em Santa Catarina, o cenário também preocupa. Levantamento do Observatório da Violência Contra a Mulher da Assembleia Legislativa, com base em dados da Secretaria de Segurança Pública, contabilizou 52 feminicídios em 2025. Apenas em janeiro de 2026, cinco casos já haviam sido registrados no Estado.

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Na região da Foz do rio Itajaí-Açu, o problema deixa de ser apenas estatístico. 

Reportagens publicadas ao longo de 2025 confirmaram feminicídios consumados em cidades como Itajaí, Penha e Navegantes. 

Neste ano, novos casos investigados como feminicídio foram registrados nos primeiros meses do ano em Itajaí e Balneário Camboriú.

Embora não haja um painel público consolidado específico para a AMFRI, o recorte a partir das ocorrências noticiadas evidencia que a violência de gênero não se restringe a um perfil territorial específico. Ela atinge municípios portuários, turísticos e industriais, revelando um fenômeno de base estrutural.

Especialistas apontam que o feminicídio, na maioria dos casos, ocorre no ambiente doméstico e costuma ser precedido por histórico de agressões, ameaças ou descumprimento de medidas protetivas. O dado reforça a necessidade de fortalecimento das políticas públicas de prevenção, ampliação da rede de acolhimento e maior efetividade no cumprimento das decisões judiciais.

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