A tramitação até então obscura da licitação para concessão da Passarela da Barra ganhou clareza, por determinação da prefeita Juliana Pavan, que mandou investigar o assunto e percebeu que por trás da negociação anterior existia a expectativa de construir uma marina no Rio Camboriú.
Isso porque o edital da passarela prevê também a concessão do espelho d´água onde, segundo especialistas, é possível implantar 22 vagas molhadas, com aluguel mensal de R$ 5 mil a R$ 8 mil cada.
Com isso, o potencial de faturamento anual da marina (de R$ 1,3 a 2,1 milhão) é muito maior do que o previsto com a locação de espaços comerciais da passarela (R$ 378.000,00).
O Página 3 foi informado -e transmitiu à prefeita- que essa marina era oferecida “por baixo dos panos”, um “negócio de ocasião” por pessoas que a reportagem não conseguiu identificar.
O faturamento potencial da marina nunca foi citado abertamente e o edital, preparado pelo BC Investimentos, excluía dos pagamentos à prefeitura as receitas provenientes da marina.
O edital ainda precisa de pequenos ajustes que provavelmente serão feitos nas próximas horas, mas ao colocar luz sobre o que era obscuro a administração municipal ampliou a possibilidade de disputa e de encontrar um interessado em assumir a Passarela da Barra pelo prazo de 20 anos, prorrogáveis por mais 20.
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