Desconfiança sobre o STF e o Judiciário atinge recorde, aponta Datafolha

- Publicidade -
- Publicidade -

Suçuarana completa 10 anos com proposta de nova sede em Balneário Camboriú

Projeto prevê concessão de terreno próximo ao Parque Raimundo Malta. Área atual dos escoteiros deverá receber sede do Ministério Público

Prefeita anuncia pagamento de retroativo da insalubridade a servidores da saúde de Balneário Camboriú

Primeira das dez parcelas será paga nesta quarta-feira (30), junto ao salário de setembro, segundo a prefeita, que reassume o cargo após um breve período de descanso

Leia também

- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O STF (Supremo Tribunal Federal) e o Poder Judiciário atravessam um período de acentuada crise de imagem e confiança perante os brasileiros. Segundo pesquisa Datafolha, a desconfiança nessas instituições atingiu patamares recordes.

Nos últimos meses, tem havido uma combinação de decisões controversas da Justiça, questionamentos éticos no STF e sobre a manutenção de privilégios financeiros conhecidos como penduricalhos.

De acordo com o levantamento, o índice de brasileiros que não confiam no Supremo chegou a 43%, maior taxa registrada desde o início da série, em 2012. Esse número era de 38% na pesquisa anterior, em dezembro de 2024 -desde então, os que confiam muito na corte caíram de 24% para 16%.

O menor índice numérico de brasileiros que confiam muito no STF foi registrado em junho de 2018 (14%), um empate com a situação atual, considerando a margem de erro. Naquela época, porém, os que diziam não confiar no tribunal eram 39%, sendo que 43% diziam confiar um pouco na corte.

O cenário não é diferente para o Poder Judiciário como um todo. A parcela da população que declara não confiar na Justiça saltou de 28% para 36%, também o maior índice da série (que, neste caso, é desde 2017).

- Continue lendo após o anúncio -

Em relação ao STF, o crescimento na desconfiança é acompanhado por uma piora na avaliação do trabalho dos ministros: apenas 23% da população avaliam o desempenho da corte como ótimo ou bom, uma queda significativa em relação aos 32% registrados em dezembro. Em contrapartida, a avaliação ruim ou péssima subiu de 35% para 39%.

O Datafolha entrevistou 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em 137 municípios pelo Brasil, de 3 a 5 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-03715/2026.

A insatisfação com o Supremo é particularmente alta entre os homens (46%), pessoas com alta escolaridade (45%) e brasileiros com renda superior a 10 salários mínimos, grupo no qual a reprovação ao tribunal atinge 65%.

Na análise por intenção de voto para eleição presidencial, no entanto, observam-se diferenças importantes nas taxas de avaliação do STF entre os eleitores de Lula, do PT (44% estão satisfeitos e 12% insatisfeitos), e de Flávio Bolsonaro, do PL (7% estão satisfeitos e 67% insatisfeitos). Foi o STF quem condenou à prisão o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no ano passado por tentativa de golpe de Estado.

Entre as principais causas para o desgaste do STF em 2026 pode estar o caso Master, que envolve relações suspeitas entre ministros do Supremo e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco.

- Continue lendo após o anúncio -

O episódio atingiu diretamente os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. O primeiro, que era o relator de um inquérito sobre o Master e havia imposto sigilo total ao caso, deixou a relatoria a pedido após a Polícia Federal identificar que fundos ligados ao banco compraram participação de uma empresa de sua família em um resort de luxo.

Já Moraes viu-se envolvido após perícias da PF revelarem diálogos com Vorcaro por meio de mensagens. Embora isso tenha vindo a público após a realização da pesquisa Datafolha, sabia-se antes que a esposa de Moraes possui um contrato bilionário de prestação de serviços advocatícios com o Master, o que gerou questionamentos sobre a imparcialidade do magistrado.

A percepção pública de falta de limites éticos é corroborada pelos dados do Datafolha sobre a conduta dos ministros do STF.

A pesquisa aponta que a maioria da população defende restrições severas à atuação dos magistrados: 79% discordam que um ministro julgue causas que envolvam clientes de seus parentes; 78% são contra ministros serem sócios de empresas; e 76% rejeitam o recebimento de pagamentos por palestras organizadas por instituições privadas, por exemplo.

Mas a criação de um código de ética formal no STF enfrenta severas resistências internas. Atualmente, a corte se divide entre um grupo que vê o código como uma espécie de salvação para a imagem institucional e outro que considera as regras uma restrição excessiva.

- Continue lendo após o anúncio -

No caso do Judiciário, um ponto de forte desgaste pode ser a persistência dos penduricalhos -auxílios e bônus que permitem a juízes e integrantes do Ministério Público contornar o teto constitucional de R$ 46.366,19. Muitos juízes conseguem com isso remunerações líquidas superiores a R$ 100 mil mensais.

Para combater os penduricalhos, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) tem intensificado o monitoramento de folhas de pagamento para barrar benefícios criados sem base legal por tribunais estaduais.

No STF, o debate foca em definir que toda verba de natureza salarial deve obrigatoriamente respeitar o teto constitucional, evitando manobras que inflam os rendimentos. Até agora, no entanto, a agenda tem avançado pouco.

- publicidade -
Clique aqui para seguir o Página 3 no Instagram
Quer receber notícias do Página 3 no whatsapp? Entre em nosso grupo.
- publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

Últimas

https://securepubads.g.doubleclick.net/tag/js/gpt.js window.googletag = window.googletag || {cmd: []}; googletag.cmd.push(function() { googletag.defineSlot('/1102280/calhau', [300, 250], 'div-gpt-ad-1676059778060-0').addService(googletag.pubads()); googletag.pubads().enableSingleRequest(); googletag.pubads().collapseEmptyDivs(); googletag.enableServices(); });
googletag.cmd.push(function() { googletag.display('div-gpt-ad-1676059778060-0'); });
https://securepubads.g.doubleclick.net/tag/js/gpt.js window.googletag = window.googletag || {cmd: []}; googletag.cmd.push(function() { googletag.defineSlot('/1102280/calhau', [300, 250], 'div-gpt-ad-1676489239337-0').addService(googletag.pubads()); googletag.pubads().enableSingleRequest(); googletag.enableServices(); });
googletag.cmd.push(function() { googletag.display('div-gpt-ad-1676489239337-0'); });
https://securepubads.g.doubleclick.net/tag/js/gpt.js window.googletag = window.googletag || {cmd: []}; googletag.cmd.push(function() { googletag.defineSlot('/1102280/calhau', [300, 250], 'div-gpt-ad-1676489849713-0').addService(googletag.pubads()); googletag.pubads().enableSingleRequest(); googletag.enableServices(); });
googletag.cmd.push(function() { googletag.display('div-gpt-ad-1676489849713-0'); });
https://securepubads.g.doubleclick.net/tag/js/gpt.js window.googletag = window.googletag || {cmd: []}; googletag.cmd.push(function() { googletag.defineSlot('/1102280/calhau', [300, 250], 'div-gpt-ad-1676489898509-0').addService(googletag.pubads()); googletag.pubads().enableSingleRequest(); googletag.enableServices(); });
googletag.cmd.push(function() { googletag.display('div-gpt-ad-1676489898509-0'); });