Um homem acusado de tentar matar a ex-namorada em Balneário Camboriú foi condenado a 32 anos de prisão, pelo Tribunal do Júri nesta semana, em julgamento realizado no Fórum da cidade. O crime ocorreu em 2 de janeiro de 2025 e foi enquadrado como tentativa de feminicídio.
O caso foi julgado por um conselho de sentença formado exclusivamente por mulheres, em uma sessão que também contou com a atuação de profissionais mulheres nos principais papéis do processo, incluindo a promotora de Justiça responsável pela acusação e as advogadas que atuaram na assistência à vítima.
O julgamento acontece justamente no período em que o país reforça o debate sobre violência contra a mulher, durante o Mês da Mulher, e reacende a discussão sobre a importância da denúncia e da responsabilização de agressores.
Crime ocorreu após término do relacionamento
De acordo com informações registradas na época do crime, a tentativa de feminicídio ocorreu no dia 2 de janeiro de 2025, na Rua Holanda, no Bairro das Nações, em Balneário Camboriú.
Conforme a Polícia Militar, o acusado, então com 22 anos, não teria aceitado o fim do relacionamento e atacou a ex-namorada, também de 22 anos, com golpes de faca.
A vítima sofreu ferimentos nas mãos e no abdômen durante a agressão. Após o ataque, o agressor ainda teria atentado contra a própria vida, apresentando cortes superficiais no peito quando foi encontrado pelas equipes de atendimento. Ele recebeu atendimento do Samu e posteriormente foi encaminhado às autoridades.
Responsabilização é importante no combate à violência
Casos de tentativa de feminicídio são enquadrados na legislação brasileira como crimes praticados contra mulheres em contexto de violência doméstica ou motivados por questões de gênero, geralmente associados à não aceitação do fim de relacionamentos ou ao sentimento de posse. Especialistas e autoridades da área de segurança pública e justiça destacam que o julgamento e a condenação de agressores têm papel importante no enfrentamento desse tipo de violência, reforçando a mensagem de que crimes contra mulheres não podem ficar impunes. Além disso, decisões judiciais também funcionam como um incentivo para que vítimas procurem ajuda e denunciem situações de agressão.

