Bortoleto iniciou sua temporada na Austrália onde até começou tudo bem terminando em nono lugar. Porém, a situação complicou-se um pouco na China onde nem sequer conseguiu partir devido a uns problemas técnicos. O piloto brasileiro que chegou à F1 em 2024, esteve agora mais recentemente no Japão e vamos neste artigo perceber também como correu. Literalmente.
Um começo promissor na Austrália
A estreia de Bortoleto na temporada aconteceu no GP da Austrália e trouxe sinais positivos para o brasileiro e para a Audi. Largando na décima posição, ele conseguiu administrar bem a corrida e cruzou a linha de chegada em nono lugar, garantindo dois pontos importantes.
Mais do que o resultado em si, o desempenho teve um significado especial. Aqueles foram os primeiros pontos da história da Audi na Fórmula 1, um marco importante para a fabricante alemã em sua nova fase na categoria.
Após a corrida, Bortoleto demonstrou orgulho pelo trabalho da equipe durante a pré-temporada.
Segundo ele, o resultado representou uma recompensa pelo esforço feito durante o inverno europeu para colocar um carro totalmente novo na pista. A Audi não apenas desenvolveu um chassi inédito, como também produziu seu próprio motor, sendo a única equipe do grid a utilizar essa unidade de potência.
Bortoleto, campeão de F3 em 2023, explicou que as disputas na pista ficaram menos previsíveis. Em algumas situações, ele chegou a ultrapassar adversários sem sequer planejar a manobra, simplesmente porque tinha mais energia disponível no momento. Ao mesmo tempo, precisava calcular as próximas retas para evitar sofrer o troco logo em seguida.
Essa dinâmica tornou as corridas mais estratégicas e, segundo o piloto, ainda há muito a aprender para dominar totalmente o sistema.
O drama na China
Se a Austrália trouxe entusiasmo, a etapa seguinte mostrou o lado mais duro da Fórmula 1. No GP da China, Bortoleto sequer conseguiu largar.
O brasileiro havia se preparado para iniciar a corrida na 16ª posição, mas um problema técnico inesperado surgiu enquanto ele se dirigia ao grid. O carro apresentou uma falha ainda não identificada, obrigando os mecânicos da Audi a levarem o monoposto de volta aos boxes.
Houve uma corrida contra o tempo para tentar resolver o defeito antes da largada, mas a equipe não conseguiu identificar a origem do problema a tempo. Como resultado, o carro número 5 foi retirado da prova antes mesmo de as luzes se apagarem.
Foi um momento frustrante para Bortoleto, que sequer teve a chance de competir na corrida. Para uma equipe estreante com um projeto completamente novo, contratempos técnicos fazem parte do processo, mas isso não diminui a decepção de perder uma oportunidade de somar experiência; algo fundamental em um início de carreira na Fórmula 1.
A Audi afirmou posteriormente que investigaria o problema em profundidade para evitar que ele se repetisse nas próximas etapas.
Corrida difícil no Japão
A terceira etapa da temporada, o GP do Japão em Suzuka, representou mais um capítulo desafiador na adaptação de Bortoleto à Fórmula 1.
Isso era algo previsto pelas odds das principais casas de apostas que raramente o colocam no top 5. Miami está aí à porta e se quiser comprovar por si mesmo, compare plataformas disponíveis na Oddspedia, plataforma que reune as principais casas de apostas do Brasil, e descubra a odd que lhe atribuem. Já sabe, quanto maior for a odd, menor a probabilidade de ele vencer.
Voltando ao Japão, o brasileiro largou na nona posição, o que indicava a possibilidade de disputar pontos novamente. No entanto, a corrida rapidamente se complicou.
Logo na largada, ele perdeu quatro posições e caiu para o meio do pelotão. A partir daí, passou a enfrentar dificuldades para acompanhar os adversários nas retas do circuito japonês.
Segundo o próprio piloto, o carro da Audi demonstrava bom desempenho nas curvas, com níveis competitivos de aderência. O problema estava na velocidade nas retas, onde os rivais conseguiam ultrapassá-lo com relativa facilidade.
Essa limitação comprometeu sua capacidade de defender posição ao longo da prova. Mesmo conseguindo algumas ultrapassagens e aproveitando estratégias de pit stop durante o período de safety car, Bortoleto acabou sendo superado novamente por outros competidores.
No final, cruzou a linha de chegada na 13ª colocação, fora da zona de pontuação.
Próxima parada? Miami!
Com três corridas disputadas, o saldo da temporada ainda é modesto em termos de resultados: dois pontos conquistados na Austrália, um abandono antes da largada na China e um 13º lugar no Japão.
Agora, a Fórmula 1 entra em uma pausa incomum no calendário. Devido à escalada de tensões e ao conflito na região do Golfo, as etapas previstas no Bahrein e na Arábia Saudita foram retiradas do calendário provisoriamente. Com isso, o campeonato salta diretamente para o GP de Miami, marcado para o dia 2 de maio.
Essa mudança inesperada acaba oferecendo mais tempo para equipes e pilotos trabalharem nos bastidores. Para a Audi, que ainda está nos primeiros passos de seu projeto na categoria, o intervalo pode ser extremamente valioso para analisar dados das primeiras corridas, investigar os problemas técnicos enfrentados e buscar melhorias no desempenho do carro.

