Tachismo, Expressionismo e Cobra

Vera Bedin
Colunista, artista visual, juíza de direito aposentada,TJSC.
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Tachismo é um estilo de pintura que se desenvolveu na França nos anos 40 e 50, equivalente ao Expressionismo Abstrato norte americano. O Tachismo dava ênfase à gestualidade, à espontaneidade, rompendo com a forma. É o manuseio da tinta sem motivo, ou desígnio anterior. Borrões de tinta deixados pelo pincel ou taches que significa manchas em francês. Anseio por uma simplicidade pueril, lembrando a infância.

Jackson Pollock, nos EUA, o iniciador desse tipo de arte, atirando tinta nas telas, derramando, pingando e formando configurações fantásticas. Logo essa  pintura ficou conhecida como Expressionismo Abstrato, ou Abstração Informal. São de impulso instantâneo, execução rápida, influenciados pela arte chinesa como também pelo misticismo do Extremo Oriente, no ocidente com o nome de zen-budismo.

O pintor francês, Michel Tapié adotou a expressão Tachismo em sua obra: Un Art autre, 1952. Alguns dos seguidores: Emil Schumacher, Bram van Velde, Jackson Pollock, Geroges Mathieu, Jean Dubuffet e outros.

O Tachismo não chegou a ser um movimento pictórico, mas um estilo que perdura, e que no Brasil os artistas, Manabu Mabe, Iberê Camargo, Tomie Ohtake, Antonio Banderas tiveram trabalhos aproximativos.

No mesmo estilo vanguardista e contemporâneo ao Tachismo, surgiu o grupo CoBRA, fundado por artistas de Copenhague, Bruxelas e Amsterdã. Valoravam a espontaneidade, cores fortes, traços primitivistas, inspirados em desenhos infantis e arte folclórica. Presença de criaturas fantásticas, grotescas. Também numa crítica à arte tradicional no pós-guerra e buscando liberdade criativa. Conectava-se ao Expressionismo Abstrato americano e teve grande impacto na arte abstrata europeia.

O grupo CoBRA tinha um papel político evidente. Buscava a reconstrução da Europa, mas, tinha convicções políticas desde o início, em oposição ao nazismo: “Aquele que tem espírito experimentalista deve necessariamente ser comunista” (Dotremont) Posteriormente rompeu com o partido comunista em razão de sua realidade e passou ao Movimento Situacionista, defendendo as teses: “o desejo, o desconhecido, a liberdade, e a revolução” influenciado pelo surrealismo e pela psicanálise

Neste grupo encontramos o expressionismo de Edvard Munch, de Karel Appel, um dos artistas mais importantes desta fase, com suas máscaras humanas e animais fantásticos, bem como vários artistas outros.

Em Amsterdã encontra-se o Museu de Arte Moderna CoBRA, que preserva a memória do grupo.

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