Prédio que cedeu no Centro de Itajaí segue em movimento e ainda apresenta risco de colapso

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O prédio que sofreu um grave comprometimento estrutural na noite de quarta-feira (15), no Centro de Itajaí, continua apresentando movimentação e risco de colapso, segundo a Defesa Civil. 

A estrutura foi totalmente evacuada e permanece interditada. O imóvel, localizado na rua Almirante Barroso, possui quatro andares e 16 unidades residenciais, todas destinadas à locação. O problema foi registrado por volta das 21h30, quando parte da estrutura cedeu, provocando afundamento no piso térreo, rachaduras e queda de elementos construtivos.

De acordo com a Defesa Civil, o prédio chegou a apresentar um rebaixamento de até cerca de 40 centímetros em alguns pontos na noite do ocorrido. Já entre a madrugada e a manhã desta quinta-feira (16), a estrutura continuou cedendo, com deslocamento adicional de aproximadamente um centímetro, indicando que o processo ainda não foi estabilizado.

Diante do risco, o acesso ao interior do edifício foi totalmente proibido. A área foi isolada e o fornecimento de energia elétrica da edificação foi desligado como medida preventiva.

Equipes da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros e da prefeitura seguem atuando no local, com o apoio de engenheiros civis, que realizam avaliações técnicas e aferições topográficas para monitorar o deslocamento da estrutura, sua magnitude e possível evolução.

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Segundo os técnicos, há necessidade de escoramento interno do prédio, que deverá ser feito por etapas, andar por andar. Somente após a estabilização da estrutura poderá ser avaliada a possibilidade de acesso controlado para retirada de pertences.

Uma reunião prevista para a tarde desta quinta-feira (16) deve definir os próximos passos, incluindo a forma de execução e o custeio das intervenções necessárias.

Além do prédio atingido, imóveis vizinhos também foram evacuados de forma preventiva. Garagens próximas foram parcialmente interditadas até a conclusão das análises estruturais.

Ao menos três pessoas tiveram ferimentos leves, principalmente cortes causados por estilhaços de vidro. Parte dos moradores foi acolhida em abrigo disponibilizado pelo município, enquanto outros buscaram apoio com familiares e amigos.

As causas do afundamento ainda são desconhecidas e serão investigadas por órgãos competentes. A Defesa Civil segue monitorando a situação e não descarta novos deslocamentos da estrutura.

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