Valorização imobiliária em Itajaí, Itapema e Balneário Camboriú cai para o menor nível em seis anos

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O Índice FipeZap de abril, divulgado nesta terça-feira, mostra que os preços dos imóveis em Itajaí, Itapema e Balneário Camboriú continuam caindo, apresentando a menor valorização para 12 meses nos últimos seis anos.

O Índice espelha os preços médios de venda de imóveis residenciais em 50 cidades,  com base em anúncios da Internet, em especial o portal Zap.

O quadro abaixo mostra a valorização média % em 12 meses, com data em abril de cada ano, em diversas cidades catarinenses.

Provavelmente para imóveis diferenciados, como alguns existentes em Itajaí e Balneário Camboriú, o cenário seja mais favorável, mas o Índice não permite tal avaliação.

O vice-presidente de relações trabalhistas e administração do Sinduscon de Balneário Camboriú e Camboriú, João Paulo Packer Silva, entende que os preços dos imóveis refletem um “momento atípico”, em decorrência de guerra no Oriente Médio, eleição presidencial polarizada, reforma tributária com efeitos ainda incertos e taxa de juros elevada.

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João Paulo, que no próximo mês concorrerá a presidente do Sinduscon em chapa única, destaca que a queda nos preços dos imóveis pode refletir também uma redução das margens de lucro dos construtores e investidores.

O setor enfrenta ainda outra pressão negativa, com fornecedores querendo reajustar preços em percentuais elevados -fala-se em até 30% em alguns insumos- para se prevenir dos efeitos da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.

GALINHA MORTA

No mercado imobiliário circulam, como de hábito, boatos dos mais variados, mas parece claro que quem deu o passo maior do que as pernas foi obrigado a reduzir ritmo de obras e vender apartamentos a preço de sacrifício (a tal galinha morta) para continuar pagando as contas mais urgentes.

É um cenário visto várias vezes no passado em Balneário Camboriú e que parece ter alcançado áreas de expansão imobiliária como Itapema e Porto Belo. 

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CENÁRIO RUIM É GERAL

A redução da rentabilidade média da construção civil é praticamente generalizada nas 50 cidades incluídas no Índice FipeZap, como pode ser visto no relatório mensal acessível neste link

Balneário Camboriú continua com o metro quadrado mais caro do Brasil (R$ 15.185), acima por exemplo de Itapema (15.179), Vitória (14.818), Florianópolis (13.208) e Itajaí (13.166).

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