Prêmio Ação da Mulher Trabalhista destaca 12 histórias de impacto em Balneário Camboriú nesta quinta-feira

Nesta edição a homenageada especial será Dona Guida, pioneira que viveu no Quilombo do Morro do Boi, onde trabalhou e criou seus filhos e netos

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A 11ª edição do Prêmio Ação da Mulher Trabalhista (AMT) vai acontecer nesta quinta-feira (7), às 19h, na Câmara Municipal de Balneário Camboriú. O prêmio é um reconhecimento de importantes trajetórias femininas que se destacaram no município. A solenidade é aberta ao público e contará ainda com a atração cultural de Aline Müller e Jardel Montenegro.

Nesta edição, o prêmio será em homenagem a Margarida Jorge Leodoro, conhecida como Dona Guida, que foi a moradora mais antiga e matriarca da Comunidade Quilombola do Morro do Boi, em Balneário Camboriú, que faleceu em fevereiro de 2025, aos 93 anos.

A presidente da Ação da Mulher Trabalhista (AMT) em Balneário Camboriú, Martha Brundo, destaca que a iniciativa vai além da homenagem individual.

“Dona Guida representa o espírito de solidariedade e compromisso social que buscamos valorizar com este prêmio. Quando reconhecemos essas trajetórias, também afirmamos a importância das mulheres na construção de políticas públicas mais humanas e inclusivas”, afirmou.

A vereadora Ciça com as homenageadas em maio de 2025 (Divulgação)

A vereadora Ciça Müller, presidente estadual da AMT, disse que esse reconhecimento das mulheres em seus diversos papéis na sociedade revela a importância de cada uma, dentro de sua representatividade, das bandeiras que levantam e militam e de que todas juntas, diversas que são, constroem um mundo melhor.

“Chegar a 11ª. edição nos enche de alegria e poder referendar o prêmio com o nome de Dona Guida, quilombola, negra, mulher de luta e que manteve o legado de sua ancestralidade, respeitando a história de sua comunidade”, afirmou Ciça.

As homenageadas

Ao todo, 12 mulheres serão homenageadas: Alexandra Herbst Rodrigues, Caroline Matilde Mendes, Cleonice Wehmuth Monteiro Berejuk, Débora Mascia Callegari, Eulália Maria Alexandre, Jessyka Furquim, Lucimara de Souza Braga, Luiza Moreira, Maria Helena Toniazzo, Sabrina da Conceição Antônio, Suelen Roberta Pedroza e Vanessa Pereira Simon.

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Há mulheres que atuam na linha de frente do cuidado social, como a assistente social Alexandra Herbst Rodrigues, e aquelas que enfrentam desafios estruturais em espaços historicamente masculinos, como a policial penal Caroline Matilde Mendes, além da atuação de Lucimara de Souza Braga na segurança e proteção de crianças e adolescentes.

Na área da educação, Cleonice Wehmuth Monteiro Berejuk possui ampla atuação na gestão escolar e em órgãos públicos de educação. Vanessa Pereira Simon atua na promoção da diversidade e da inovação social no ambiente acadêmico. Também estão presentes perfis que articulam conhecimento e incidência política, como a advogada Débora Mascia Callegari, cuja atuação conecta direito, educação e formulação de políticas públicas.

Aspecto relevante é a presença de histórias que simbolizam resistência histórica, como a de Luiza Moreira, cuja trajetória remete à ancestralidade, à superação e à força das mulheres negras na construção da sociedade brasileira. Soma-se a isso a vivência popular e os saberes tradicionais de Dona Eulália Maria Alexandre, que carrega referências culturais do litoral catarinense. Há ainda trajetórias marcadas pelo acolhimento emocional e espiritual, como a de Jessyka Furquim.

O prêmio também evidencia pautas contemporâneas urgentes. A atuação de Maria Helena Toniazzo está diretamente ligada ao enfrentamento da violência contra a mulher, enquanto Sabrina da Conceição Antônio representa a luta por direitos da população LGBTQIA+. Já Suelen Roberta Pedroza dá visibilidade à inclusão de pessoas amputadas.

Ao reunir essas experiências, o Prêmio Ação da Mulher Trabalhista cumpre um papel que vai além da celebração: constrói memória, fortalece referências e amplia o debate sobre equidade de gênero, justiça social e participação feminina nos diferentes espaços de decisão. Consolidado no calendário local, o evento se firma como um instrumento de reconhecimento e também de inspiração, ao dar visibilidade a histórias reais que transformam comunidades e ampliam o protagonismo feminino.

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