Londres e Moco Museum

Vera Bedin
Colunista, artista visual, juíza de direito aposentada,TJSC.
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Chegando em Londres logo vislumbrei publicidade na traseira daqueles ônibus vermelhos, sobre exposição de arte no Museu MOCO, sigla para Modern Contemporary Museum. Não sabia sobre a existência deste museu e logo me interessei. Descobri que está situado na Marble Arch, e recém inaugurado, em 10 de setembro 2024 em Londres e com mais dois, em Barcelona e Amsterdam. Tem por objetivo atrair o público jovem, mais voltado para a arte contemporânea.

Vendo a relação dos artistas expondo, fiquei feliz e decidi que não sairia de Londres sem conhecer pessoalmente obras de Jean Baptista Basquiat, Bansky, Jeff Koons, Takashi Murakami com sua obra em grande escala, e outros como Damien Hirst, Andy Wharhol, Yayoi Kusama com suas abóboras.  É uma coleção eclética, desde arte moderna, arte pop, arte de rua e instalações digitais imersivas, realidade aumentada.

Do dia 11 de setembro a 11 de março o Moco abre com exposição de performance de Marina Abramovic, que explora a conexão entre a arte, espiritualidade e consciência humana, com 12 obras da série Objetos Transitórios para o uso Humano, incluindo cadeiras, camas e bancos decorados com cristais.

Jeff Koons com um grande ovo, Smooth Egg em cor maravilha brilhante com laços dourados como para presente, logo na entrada. 

Em exposição uma coleção de pratos de porcelana pintados por diversos artistas entre os quais, Maurizio Cattelan, aquele artista da banana, expondo uma pintura num prato de porcelana onde se vê a sola de dois pés bem sujos. Não pergunte o preço de tal obra. Lindíssima a instalação de uma delicada paisagem japonesa de Daniel Arsham. 

Conheci a arte de Robbie Willians, um ícone celebrado como cantor e compositor, com quinze álbuns, numa carreira solo. Há duas décadas vem construindo sua carreira nas artes visuais. Sua série Radical Honesty fala muito de suas dificuldades, angústias. Criou a personagem Blanche, nome com o qual batizou suas crises de ansiedade – Blanche representada por um desenho de uma mulher com os cabelos arrepiados e os olhos zuretados, aparentando uma certa loucura. Como mostra o nome da série, em português Honestidade Radical, o autor brinca depreciando a si próprio, fazendo piada, sendo irreverente com suas neuras, seus medos, sem filtro. Uma forma engraçada de enganar as próprias angústias através do cômico, que é aliás, para isso mesmo que servem as comédias, para nos dar uma trégua, para podermos rir de nós próprios e não nos levarmos tão a sério, ao final, somos só uma poeirinha na imensidão do Universo. 

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