Assembleia para criação de sindicato do magistério é suspensa após protestos e deverá ser remarcada

- Publicidade -
- Publicidade -

Os filhos também ensinam: pais compartilham aprendizados que mudaram suas vidas

Neste domingo (9) é celebrado o Dia dos Pais e para lembrar a data, o Página 3 inverteu a...

Fábrica de iates de luxo abre 100 vagas de emprego em Itajaí

A maior demanda da unidade brasileira da italiana Azimut Yachts é para marceneiros e montadores, além de posições em outras áreas como pintores, mecânicos e eletricistas.

Leia também

- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

A assembleia para discutir a criação do Sindicato Municipal dos Professores de Balneário Camboriú (SIMPROBC), na noite de segunda-feira (25), acabou suspensa após protestos e tumulto em frente à sede da OAB de Balneário Camboriú, local escolhido para o encontro. 

O evento reuniu profissionais do magistério municipal para deliberar sobre a fundação oficial do novo sindicato, aprovação do estatuto, eleição e posse da diretoria executiva, além de outros encaminhamentos ligados à formalização da entidade voltada exclusivamente aos servidores da educação.

Do lado de fora, dezenas de servidores ligados ao Sindicato dos Servidores Municipais de Balneário Camboriú (SISEMBC) protestaram contra a criação do novo sindicato. Segundo os organizadores do movimento, a mobilização teria contado também com a convocação de servidores de outras categorias do funcionalismo, o que acabou ampliando o número de pessoas no local.

Divulgação

Clima de tensão

Uma das integrantes da comissão de criação do SIMPROBC, a professora Dayane Masselai, afirmou ao Página 3 que a organização já previa possibilidade de tensão e, por isso, havia solicitado acompanhamento da Polícia Militar, Guarda Municipal e da PEB. 

“Nós acompanhamos que a atual gestão do sindicato estava convocando outras categorias para participar e isso consequentemente iria provocar uma situação, porque essas pessoas não poderiam acessar o local. Diante dessa organização, penso que até um pouco mal intencionada, poderia ocorrer algum tipo de tumulto, e foi o que ocorreu”, afirmou.

Segundo Dayane, a assembleia chegou a ser iniciada por volta das 19h, conforme previsto no edital, mas acabou suspensa porque ainda havia profissionais do magistério do lado de fora sem conseguir acessar o espaço. 

“Tinha pessoas lá fora que eram do magistério e queriam participar, votar, discutir, porque esse era o objetivo da assembleia. Então o encaminhamento foi suspender o encontro e buscar um local maior, onde todas as pessoas interessadas possam participar com segurança”, disse.

- Continue lendo após o anúncio -

Ela afirma que o grupo agora trabalha para definir uma nova data e um novo espaço para realização da assembleia, com estrutura maior para receber os servidores da educação.

“Precisamos garantir segurança e acesso. Vamos convocar novamente todos os profissionais do magistério que tenham interesse em participar da discussão”, declarou.

Ainda segundo Dayane, o movimento avalia positivamente a mobilização registrada durante a noite, apesar do impasse que terminou com o adiamento da assembleia. 

“Ficamos muito felizes porque um grande número de profissionais do magistério esteve presente para discutir, conversar e participar. Eu não vejo uma mobilização assim desde 2021, no movimento ‘Não Deixa a Educação Morrer na Praia’. O magistério acordou novamente”, afirmou.

A integrante da comissão também criticou a postura de parte dos manifestantes e relatou episódios de hostilidade contra professores que participariam da assembleia sem posição definida sobre a criação do novo sindicato. 

“Vários profissionais que foram lá para escutar e formar opinião acabaram sendo hostilizados e coagidos. Isso não combina com educação. Nós somos professores e precisamos avançar no diálogo, não na gritaria, na algazarra ou na truculência”, disse.

Segundo ela, houve inclusive tentativa de forçar uma votação mesmo com pessoas do lado de fora sem conseguir acessar o espaço. 

“Houve um grupo que acessou a assembleia e queria, na marra, fazer uma votação, desrespeitando inclusive as pessoas que estavam lá fora e não conseguiram entrar. Foi uma situação inesperada”, comentou.

A proposta de criação do SIMPROBC vem sendo articulada por profissionais da educação que defendem uma representação sindical exclusiva para o magistério municipal, nos moldes do que já ocorre em outros municípios catarinenses. Entre as pautas defendidas pelo grupo estão valorização da carreira, construção de escolas, ampliação da hora-atividade, redução do número de alunos por turma, regulamentação do apoio pedagógico e revisão de legislações relacionadas ao plano de carreira da categoria, incluindo críticas à Lei 91, apontada pelo movimento como responsável por perdas na valorização dos profissionais.

- Continue lendo após o anúncio -

A nova assembleia ainda não tem data definida, mas, segundo os organizadores, a intenção é realizar um encontro maior, com estrutura para garantir participação ampla dos profissionais do magistério municipal.

- publicidade -
Clique aqui para seguir o Página 3 no Instagram
Quer receber notícias do Página 3 no whatsapp? Entre em nosso grupo.
- publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

Últimas