Situação do Ruth Cardoso vira bate-boca entre o deputado Carlos Humberto e vereador Achutti

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Após críticas feitas pelo vereador Marcelo Achutti na tribuna da Câmara de Balneário Camboriú, na sessão desta quarta-feira (27), o deputado estadual Carlos Humberto Metzner Silva e o parlamentar municipal protagonizaram um bate-boca em um grupo de WhatsApp de moradores da cidade sobre a situação do Hospital Regional Ruth Cardoso.

Na sessão, Achutti afirmou que Carlos Humberto não estaria fiscalizando adequadamente o hospital e criticou o silêncio de lideranças políticas diante das denúncias envolvendo a unidade, administrada pela Organização Social Viva Rio.

A discussão continuou no grupo de mensagens, onde os dois trocaram acusações e divergiram sobre a gravidade da situação enfrentada pelo hospital.

Carlos Humberto afirmou que o hospital possui problemas históricos, mas negou que esteja abandonado. 

“O hospital tem muitos problemas, como sempre teve, e terá no futuro. Trabalhamos todos para que sejam minimizados ao mínimo possível. O hospital é muito importante, presta um serviço altamente relevante, já salvou muitas vidas e ajudou muita gente”, disse o deputado.

Ele também destacou que acompanha a situação da unidade e alegou possuir acesso a informações e relatórios internos por conta da função parlamentar. 

“O senhor esquece que eu sou fiscalizador do hospital. Tenho acesso aos inquéritos, aos prontuários médicos e ao que está sendo feito dentro dos órgãos de fiscalização”, afirmou.

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Ainda na conversa, o deputado criticou a postura de Achutti, classificando a atuação do vereador como “pirotecnia”. 

“Você gosta de gritar, pular, girar, sapatear, dar cabeçada na parede, bater na mesa, e tu acha que tu vai resolver desse jeito? Eu vou tentar de outra forma. Faça da sua, eu faço da minha e vamos ver se a coisa se resolve”, afirmou em áudio.

Achutti, por sua vez, respondeu dizendo que continuará cobrando publicamente providências sobre a situação do hospital e acusou o deputado de ser omisso diante dos problemas relatados por pacientes e familiares. 

“Se o senhor sabe dos casos, está sendo conivente. Eu vou continuar gritando, chorando, berrando. Faço as coisas com coração. Digo que o senhor não fala nada, porque é um baba ovo do governador, e eu não tenho nada contra o governador, tenho contra a Viva Rio”, respondeu o vereador.

O vereador também voltou a criticar a gestão da Viva Rio e classificou a situação da unidade como “caso de polícia”. 

“Da forma que está sendo administrado o hospital está uma porcaria”, afirmou.

Em outro trecho da discussão, Achutti convidou Carlos Humberto para visitar pessoalmente pacientes internados na unidade, para acompanhar os relatos recebidos por seu gabinete.

Já Carlos Humberto reforçou que atua nos bastidores junto ao Governo do Estado, secretarias e órgãos de fiscalização, mas afirmou que não pode divulgar documentos ou relatórios sigilosos relacionados aos atendimentos. 

“Eu faço um trabalho da minha maneira, conversando, dialogando, denunciando sem expor. Tomara que o teu jeito e o meu unidos resolvam, aí a gente pode chegar lá na frente e dizer ‘resolvemos o problema’. O senhor está trabalhando em favor e eu também. Agora, o hospital não está abandonado, o hospital está atendendo, as reformas estão sendo feitas, os investimentos irão acontecer, o hospital vai deixar de ser de baixa complexidade, vai virar de alta complexidade, vai ter atendimento cardíaco, vai ter todos os atendimentos totais necessários ou com essa empresa que está prestando o serviço ou com outra”, disse.

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A troca de áudios ocorre em meio à escalada de críticas envolvendo a administração do Hospital Ruth Cardoso e à mobilização por mudanças na gestão da unidade.

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