Hospital Ruth Cardoso: vereadores e direção da Viva Rio discutem desafios e reestruturação da unidade

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A direção do Hospital Regional Ruth Cardoso (HRRC) recebeu, nesta quarta-feira (3), vereadores de Balneário Camboriú para uma reunião de apresentação dos trabalhos desenvolvidos desde que a Organização Social Viva Rio assumiu a gestão da unidade. Dos 19 parlamentares da Câmara, 13 participaram do encontro.

Estiveram presentes os vereadores Elton Garcia, Ricardinho da Saúde, Naifer Neri, Victor Forte, Jade Martins, Asinil Medeiros, Marcelo Achutti, Mazinho Miranda, Marcos Kurtz, Alessandro Teco, Anderson Santos, Ciça Müller e Samir Dawud.

Representando a direção do hospital participaram Maria Eulina, diretora administrativa; João Franco, diretor-geral; Tatiana Maia, diretora multiprofissional; e André D’Aquino, diretor técnico.

Durante a reunião, realizada em uma sala da unidade hospitalar, a equipe da Viva Rio apresentou dados assistenciais, ações implementadas desde a estadualização do hospital e os desafios enfrentados atualmente. Segundo os gestores, a unidade passa por um processo de reestruturação de fluxos e processos internos, além de registrar aumento na demanda em razão das doenças respiratórias típicas desta época do ano.

A direção informou que atualmente o hospital realiza cirurgias eletivas nas especialidades de ginecologia e urologia, além dos atendimentos de urgência e emergência, com destaque para a alta demanda de procedimentos ortopédicos.

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Outro tema abordado foi a ampliação da estrutura cirúrgica. De acordo com os gestores, a reforma do centro cirúrgico deve iniciar ainda neste mês e, após concluída, a unidade contará com cinco salas cirúrgicas. 

Divulgação

A maternidade também foi apontada como uma das principais demandas do hospital. A segunda sala do centro obstétrico está em fase final de implantação e deve entrar em operação em breve.

A questão dos recursos humanos também foi discutida. A direção explicou que os profissionais de enfermagem recebem o piso nacional da categoria e que parte dos desligamentos registrados após a mudança de gestão ocorreu porque, anteriormente, o município complementava os salários acima do piso. 

Segundo os gestores, alguns profissionais que deixaram a unidade já manifestaram interesse em retornar.

Divulgação

A Viva Rio também apresentou investimentos realizados desde o início da gestão, informando a aplicação de aproximadamente R$ 1,5 milhão em equipamentos, infraestrutura, melhorias assistenciais e reforço na segurança da unidade.

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Achutti cobra mais investimentos e humanização

O vereador Marcelo Achutti (MDB), que nesta semana protocolou uma denúncia junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-SC) relacionada à situação do hospital, afirmou que considerou positivo o fato de a direção se colocar à disposição para prestar esclarecimentos. Contudo, disse que saiu do encontro com a percepção de que os investimentos anunciados se referem, em sua maioria, a ações básicas de manutenção.

“Ficamos apenas em uma sala, não houve visita ao hospital. Foi apresentada uma série de informações, mas trocar poltronas, locar camas, pintar a fachada e fazer pequenas melhorias não são investimentos estruturais. Investimento é abrir novos leitos de UTI, ampliar serviços e melhorar efetivamente a estrutura da unidade”, afirmou.

Segundo o vereador, a direção informou que o hospital recebe cerca de R$ 8 milhões mensais do Governo do Estado para custeio da operação. Para ele, é importante diferenciar custeio de investimento.

“O que existe hoje é repasse de custeio. Investimento é outra coisa. Inclusive, alguns projetos de investimentos ainda estão em análise na Secretaria de Estado da Saúde. Não dá para dizer que houve grandes investimentos estruturais porque eles ainda não aconteceram”, disse.

Achutti também relatou que levou à reunião reclamações recebidas da população relacionadas ao atendimento e à humanização dos serviços.

“A minha principal preocupação não é apenas investimento, mas a humanização. As pessoas precisam ser bem atendidas. Continuam chegando muitas reclamações sobre cirurgias eletivas, acolhimento e condições da estrutura. Existem denúncias sobre leitos danificados e banheiros em condições precárias. A população quer ser tratada com dignidade”, afirmou.

O parlamentar destacou ainda que, segundo os números apresentados pela gestão, a média de atendimentos permanece em cerca de 8 mil pacientes por mês, patamar semelhante ao registrado antes da estadualização.

Entre os pontos positivos mencionados por Achutti está a situação do centro obstétrico. 

“Foi informado que diminuíram as reclamações e também os óbitos relacionados à obstetrícia. Esse foi o principal avanço apresentado na reunião”, avaliou.

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A direção da Viva Rio informou aos vereadores que permanece à disposição para prestar esclarecimentos e apresentar os avanços da gestão nos próximos meses.

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