Warung Beach Club encerra ciclo em Itajaí e celebra legado de mais de duas décadas na música eletrônica

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Foram três noites e milhares de histórias vividas na pista. Entre os dias 4 e 6 de junho, o Warung Beach Club se despediu de sua casa na Praia Brava, em Itajaí, com o histórico Closing Weekend que encerrou sua The Final Journey e reuniu alguns dos maiores nomes da música eletrônica mundial e marcou o encerramento de um dos capítulos mais importantes da cena eletrônica brasileira.

A programação reuniu artistas que ajudaram a construir a trajetória do clube ao longo de mais de 20 anos.

Na quinta-feira (4), o público acompanhou apresentações de Vintage Culture, Antdot, Albuquerque e Nezello.

Na sexta-feira (5), foi a vez de Dixon, Boghosian, Blancah, Ilan e Conti & Mandi conduzirem uma noite carregada de simbolismo.

Crédito: Ebraim Martini/Mai Dill
Crédito: Ebraim Martini/Mai Dill

No sábado (6), o encerramento ficou por conta de Hernan Cattaneo, Ezequiel Arias, Danee e Fran Bortolossi.

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Mais do que uma sequência de apresentações memoráveis, o Closing Weekend foi uma celebração da história construída pelo Warung desde sua fundação. Ao longo de mais de duas décadas, o clube transformou a Praia Brava em um dos destinos mais respeitados da música eletrônica mundial, recebendo artistas lendários, revelando talentos, formando público e ajudando a consolidar o Brasil como uma potência no cenário eletrônico internacional.

Com sua arquitetura inspirada nos templos indonésios, a pista de frente para o mar e uma curadoria musical reconhecida globalmente, o Warung se tornou referência para gerações de artistas, profissionais e frequentadores. Para muitos, não era apenas um clube, mas um espaço de conexão, descoberta e pertencimento.

“Estou feliz pelo que fizemos” (Crédito: Ebraim Martini/Mai Dill)
“Estou feliz pelo que fizemos”, disse o argentino Hernan. (Crédito: Ebraim Martini/Mai Dill)

A emoção também tomou conta dos artistas que ajudaram a escrever essa história.

Responsável pelo último set da trajetória do clube na Praia Brava, o argentino Hernan Cattaneo fez questão de destacar sua relação especial com o Warung.

“Nunca toquei em um clube tantas vezes. Essa noite foi uma exceção. É diferente, é um time muito especial, um público que me acompanhou durante esses mais de 20 anos. Eu estou um pouco triste, mas sou uma pessoa otimista. Estou feliz pelo que fizemos. Independente do que acontecer no futuro, celebramos e aproveitamos boa música”, afirmou.

Ao longo de sua trajetória, o Warung se tornou palco de apresentações históricas e ajudou a moldar a cultura eletrônica no país, influenciando clubes, festivais e profissionais de todo o Brasil. Seu legado permanece vivo não apenas na memória de quem passou pela pista da Praia Brava, mas também na própria evolução da música eletrônica nacional.

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