Catadora se posiciona sobre indicação de microcoletores em Balneário Camboriú

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O Página 3 publicou no domingo (28), matéria sobre a indicação apresentada pelo vereador Guilherme Cardoso, que sugere a realização de estudos para implantação de um sistema complementar de coleta de resíduos sólidos na região central de Balneário Camboriú por meio de microcoletores elétricos (relembre aqui – https://pagina3.com.br/cidade/vereador-sugere-microcoletores-eletricos-para-reforcar-coleta-de-lixo-no-centro-de-balneario-camboriu/).

Após a publicação, a catadora de materiais recicláveis Renata Michelle Ferreira procurou a redação solicitando direito de resposta para apresentar o posicionamento da categoria em relação à proposta.

Segundo ela, a eventual adoção do sistema pode impactar diretamente o trabalho dos catadores que sobrevivem da coleta de recicláveis no município.

“Em Balneário Camboriú existem muitas famílias que vivem da reciclagem. Isso traria prejuízo a essas famílias, uma vez que o artigo 5º da Lei Municipal nº 2.802/2008 determina que os catadores trabalhem com veículos de propulsão humana. O resíduo reciclável se tornaria quase extinto para essas famílias”, afirmou.

Renata também criticou o funcionamento das lixeiras subterrâneas instaladas na cidade.

“As lixeiras subterrâneas já não são funcionais, porque o resíduo reciclável acaba indo junto com o lixo orgânico”, disse.

Ela expõe que lixeiras subterrâneas já são negativas por misturar lixo orgânico e reciclável (Reprodução)
Ela expõe que lixeiras subterrâneas já são negativas por misturar lixo orgânico e reciclável (Reprodução)

A catadora questiona ainda a participação da categoria nas políticas públicas voltadas à gestão de resíduos sólidos no município.

“Os catadores estão em que parte das políticas públicas de Balneário Camboriú? Um projeto como esse beneficiaria quem? Hoje a empresa concessionária é a Ambiental e a legislação não favorece os catadores. Políticas públicas são necessárias para incluir os catadores, e não extinguir a categoria”, declarou.

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Ela também cita a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que prevê a inclusão dos catadores na gestão dos resíduos, e afirma que a legislação municipal voltada à categoria permanece sem avanços.

“Os catadores são trabalhadores e agentes ambientais que pagam impostos e contribuem com a cidade”, concluiu.

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