Uniavan oferece formação em Inteligência Artificial e aposta em IA como competência essencial para todas as profissões

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A Inteligência Artificial deixou de ser um assunto restrito ao universo da tecnologia e passou a ocupar espaço nas salas de aula, no mercado de trabalho e no cotidiano de praticamente todas as profissões.

Atento a essa transformação, o Centro Universitário Avantis (Uniavan) decidiu incorporar o tema de forma prática na formação dos estudantes e vai oferecer gratuitamente o curso “IA: Do Zero ao Agente” para todos os acadêmicos ingressantes do semestre 2026/2.

A formação, promovida pela Diretoria de Inteligência Artificial da instituição, será composta por três encontros ao vivo. Todo o conteúdo também ficará gravado para que os participantes possam assistir posteriormente. Neste primeiro momento, o benefício será destinado exclusivamente aos novos alunos matriculados no semestre 2026/2, mas a expectativa é de que, em uma segunda etapa, o curso também seja disponibilizado aos acadêmicos veteranos.

Mais do que ensinar ferramentas, a proposta é preparar os estudantes para compreender a Inteligência Artificial de forma ética, crítica e estratégica, independentemente da profissão escolhida.

Segundo o reitor e presidente da Uniavan, João Jorge Fernandes Júnior, ignorar a presença da Inteligência Artificial na rotina dos estudantes já não é uma opção para as instituições de ensino superior.

“Sem dúvida alguma. Ignorar a presença da IA nas rotinas de estudo seria um erro estratégico e pedagógico. Na Uniavan, entendemos que o papel da universidade mudou: nosso dever não é mais apenas reter ou transmitir a informação, que hoje está a um clique de distância, mas sim ensinar o estudante a curar, validar e aplicar essa informação de forma ética e produtiva”, afirma.

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Para ele, a universidade passa a assumir um papel diferente daquele que exerceu durante décadas. Em vez de apenas transmitir conhecimento, precisa ensinar o estudante a interpretar, questionar e utilizar corretamente as informações produzidas pelas novas tecnologias.

“O protagonismo e a responsabilidade final pelo conhecimento continuam sendo do aluno”, ressalta.

IA como assistente, não como substituta do pensamento

O crescimento acelerado do uso de plataformas de Inteligência Artificial também trouxe uma preocupação comum entre professores: a possibilidade de que estudantes passem a utilizar a tecnologia para produzir trabalhos acadêmicos sem desenvolver o próprio raciocínio. Na avaliação do reitor, porém, o problema não está na ferramenta, mas na forma como o ensino é conduzido.

“Esse é o grande desafio pedagógico da nossa década, e a resposta não está em softwares de detecção de plágio, que muitas vezes falham, mas sim na evolução da nossa metodologia de avaliação”, comenta.

Segundo ele, se uma Inteligência Artificial consegue responder perfeitamente uma prova ou produzir um trabalho sem dificuldades, isso indica que a avaliação estava baseada apenas na memorização.

Por isso, a Uniavan afirma estar capacitando seus professores para desenvolver novas formas de avaliação, priorizando o raciocínio e a capacidade de argumentação dos estudantes. “Na UniAvan estamos capacitando nossos professores para extrair o raciocínio do aluno. Os trabalhos passam a focar na resolução de problemas complexos da nossa região, em estudos de caso reais e, principalmente, na defesa oral e debate em sala de aula”, acrescenta.

Nesse modelo, o estudante poderá utilizar a Inteligência Artificial como apoio para organizar informações ou levantar dados, mas continuará sendo responsável por justificar suas decisões.

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Os riscos da dependência da IA

Embora veja enormes possibilidades para a educação, o reitor também aponta riscos importantes caso a tecnologia seja utilizada sem senso crítico. Na avaliação dele, o maior perigo é a chamada “passividade cognitiva”, quando o estudante deixa de refletir sobre aquilo que recebe da Inteligência Artificial.

Ao mesmo tempo, ele acredita que as oportunidades são igualmente significativas.

“A maior delas é a personalização do ensino”, comenta.

João Jorge explica que a tecnologia permite oferecer um acompanhamento muito mais individualizado do processo de aprendizagem.

“Imagine um aluno que tem mais dificuldade em determinada matéria e pode contar com um tutor de IA disponível 24 horas por dia para explicar o mesmo conceito de cinco formas diferentes, adaptadas ao seu ritmo de aprendizado”, diz.

Segundo ele, essa possibilidade permite que cada estudante concentre seus esforços justamente nas competências que ainda precisa desenvolver.

Além disso, destaca que a Inteligência Artificial democratiza o acesso a ferramentas avançadas de simulação e análise de dados, permitindo que o acadêmico concentre seu tempo na estratégia, na inovação e na resolução de problemas.

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A nova alfabetização funcional

Foto CHATGPT/IA
Foto CHATGPT/IA

Para o reitor, aprender a utilizar Inteligência Artificial será uma habilidade tão importante quanto aprender informática ou inglês foi nas últimas décadas.

“A analogia é perfeita. Nas décadas passadas, quem não dominava a informática básica ou o inglês perdeu espaço no mercado de trabalho. A Inteligência Artificial é a nova alfabetização funcional”, pontua.

Foi justamente essa visão que levou a Uniavan a oferecer gratuitamente o curso aos calouros.

“Oferecer esse curso gratuitamente a todos os nossos calouros é uma decisão de responsabilidade social e pedagógica. Queremos nivelar o conhecimento por cima desde o primeiro dia de aula. Não importa se o aluno escolheu cursar Biomedicina, Engenharia Civil, Administração ou Direito: ele precisa dominar essa tecnologia para ser o profissional que lidera processos, e não o profissional que é substituído por eles”, informa.

Mercado já exige domínio da Inteligência Artificial

Na visão do reitor, o impacto da Inteligência Artificial no mercado de trabalho não é uma realidade futura, mas algo que já acontece atualmente.

Para ilustrar essa transformação, ele cita uma frase que, segundo afirma, norteia a gestão da instituição.

“Existe uma máxima no mercado que adotamos muito na nossa gestão: ‘A IA não vai substituir você; o profissional que sabe usar a IA que vai'”, diz.

Segundo João Jorge, profissionais que utilizam a Inteligência Artificial de maneira estratégica conseguem produzir mais, analisar grandes volumes de dados em menos tempo e dedicar mais energia às atividades que exigem criatividade, tomada de decisão e inovação.

“Quem se formar ignorando essa realidade competirá em desvantagem extrema. A Uniavan assume o compromisso de garantir que nenhum de nossos egressos passe por esse risco”, afirma.

Como será a universidade no futuro

Questionado pelo Página 3 sobre o futuro do ensino superior, o reitor acredita que, em poucos anos, a Inteligência Artificial deixará de ser vista como uma ferramenta complementar e passará a integrar naturalmente todas as áreas do conhecimento.

“Daqui a cinco anos, não falaremos mais sobre a IA como algo ‘complementar’, da mesma forma que hoje não destacamos que usamos a energia elétrica ou a internet nas aulas. Ela será simplesmente a infraestrutura invisível que sustenta tudo”, explica.

Nesse cenário, ele imagina currículos mais dinâmicos e conectados às necessidades do mercado regional, além de salas de aula cada vez mais voltadas para laboratórios de inovação, debates e atividades práticas.

“A IA estará integrada em todas as disciplinas e profissões”, diz.

Ao mesmo tempo, acredita que o papel da universidade será justamente fortalecer aquilo que nenhuma tecnologia consegue substituir.

“O papel da universidade será, cada vez mais, o de desenvolver o que a máquina não tem: empatia, liderança ética, criatividade disruptiva e a capacidade de resolver problemas humanos complexos”, completa.

Processo seletivo segue aberto

Divulgação
Divulgação

Além da novidade envolvendo a formação em Inteligência Artificial, a Uniavan segue com processo seletivo aberto para ingresso no semestre 2026/2 nos cursos presenciais, semipresenciais e de Educação a Distância (EAD), oferecendo bolsas de estudo que podem chegar a 100%.

Entre os destaques está a ampliação da oferta de cursos presenciais e o fortalecimento das graduações na área da saúde. O curso de Medicina Veterinária, por exemplo, recebeu conceito 5, nota máxima concedida pelo Ministério da Educação (MEC), e é oferecido presencialmente em Balneário Camboriú e, desde o início deste ano, também na modalidade semipresencial nas unidades de Itajaí, Itapema, Blumenau, Florianópolis e Lages.

A instituição também ampliou a oferta de turmas presenciais no período matutino em Balneário Camboriú. Os cursos de Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Odontologia, Psicologia e Direito, tradicionalmente oferecidos à noite, passam a contar também com turmas pela manhã.

Já Nutrição e Biomedicina passam a oferecer opções nos períodos matutino e noturno, tanto na modalidade presencial quanto semipresencial. A graduação em Terapia Ocupacional, ofertada de forma semipresencial, também amplia a oferta com turmas matutinas.

Outro destaque é o curso de Odontologia da Face U, Faculdade de Odontologia by Uniavan, localizada na Praia Brava, em Itajaí, que permanece com inscrições abertas para novas turmas.

Os interessados podem ingressar utilizando a nota do Enem, desde que tenham obtido média mínima de 450 pontos e não tenham zerado a redação, ou por meio do Processo Seletivo Uniavan, composto por uma redação. Também há opções de bolsas, descontos e financiamentos para os candidatos.

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