Devido a faltas filho de Bolsonaro pode perder vaga em comissão da Câmara de Balneário Camboriú

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CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) – O vereador de Balneário Camboriú (SC) Jair Renan (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, pode ser obrigado a deixar sua cadeira na Comissão de Segurança Pública por excesso de faltas não justificadas. Ele integra o grupo desde o início do seu mandato na Câmara, em 2025.

O pedido de destituição foi feito pelo vereador Eduardo Zanatta (PT), que comanda a comissão, em um ofício encaminhado dia 16 de junho ao presidente da Câmara, Marcos Kurtz (Podemos).

A assessoria da Câmara informou à Folha nesta terça-feira (7) que a presidência recebeu o ofício e está analisando o pedido junto à Procuradoria Jurídica da Casa.

Se Kurtz confirmar a destituição, a bancada do PL deve indicar outro vereador para o lugar.

A Câmara tem 13 comissões permanentes no total e Jair Renan integra apenas a da Segurança Pública, tema que costuma ser explorado por filiados ao PL nas campanhas eleitorais.

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No ofício, Zanatta destacou um artigo do Regimento Interno da Câmara que define que “os membros das Comissões Legislativas Permanentes serão destituídos caso não compareçam, sem prévia e escrita justificativa, a três reuniões consecutivas ou cinco reuniões alternadas da comissão”.

Segundo levantamento do petista, das 12 reuniões realizadas entre janeiro e junho de 2026, Jair Renan esteve presente somente nas três primeiras e não apresentou justificativa para sua ausência nos demais encontros do colegiado, que é composto por três membros.

A reportagem mandou mensagem para o celular do assessor de Jair Renan e e-mail para o gabinete do vereador na tarde desta terça, mas não teve resposta até a publicação do texto.

Tanto Jair Renan quanto Zanatta são pré-candidatos a deputado federal por Santa Catarina nas eleições de outubro.

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