Os filhos também ensinam: pais compartilham aprendizados que mudaram suas vidas

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Neste domingo (9) é celebrado o Dia dos Pais e para lembrar a data, o Página 3 inverteu a ‘ordem natural’ da pergunta: em vez de perguntar sobre os ensinamentos que eles transmitem aos filhos, questionou o que os filhos ensinam a eles.

Entre mudanças de perspectiva, lições sobre amor, paciência, coragem e redescobertas do cotidiano, pais de Balneário Camboriú compartilharam aprendizados que surgiram justamente com a paternidade e que transformaram a forma como enxergam a vida.

Confira:

“Clara ensina que todo problema conseguimos superar e vencer com amor e fé”

Arquivo pessoal

Diogo Gamboa, técnico do Instituto Atletismo Balneário Camboriú (IABC) e da Fundação Municipal de Esportes (FMEBC), pai de Clara, 6 anos

“Clara me ensina diariamente o verdadeiro amor à vida, uma força de viver incondicional com muita fé e valorização a cada momento. Ensina que todo problema conseguimos superar e vencer com amor e fé. Ensina que cada um da sua maneira, do seu “jeitinho” como ela diz… hehehe pode realizar o que quiser. Ensina que nas maiores dificuldades, podemos levar com leveza e alegria, nada tira a alegria de viver. Clara ensina que a vida é valiosa e devemos lutar muito por ela sempre”.


“Amar também é aprender todos os dias”

Arquivo Pessoal
Arquivo Pessoal

Marcelo Achutti, vereador, pai da Maria Fernanda, de 12 anos

“A Maria Fernanda me ensinou que amar também é aprender todos os dias. Sempre imaginei que eu seria o responsável por guiá-la, mas Deus mostrou que ela também veio ao mundo para transformar a minha vida. Com sua personalidade forte, seu jeito determinado e seu coração cheio de amor, ela me ensinou a enxergar a vida por novos ângulos. Ela me fez entender que ter coragem para defender aquilo em que acredita é uma virtude e que o respeito deve sempre caminhar junto com a firmeza. Como pai, aprendi a ouvir mais, a compreender que cada filho tem sua própria missão e que nós, pais, também somos transformados por eles. A cada sorriso, a cada abraço e até mesmo nos momentos de desafio, Deus estava moldando o meu coração. Neste Dia dos Pais, só posso agradecer a Deus pelo privilégio de ser pai da Maria Fernanda. Ela é uma bênção na minha vida e, com seu jeito único e sua personalidade marcante, me ensina diariamente a ser um homem, um pai e um espírito melhor”.


“Me ensinaram a enxergar a vida por uma perspectiva muito maior do que a minha própria”

Arquivo Pessoal
Arquivo Pessoal

Claudir Maciel, secretário da Pessoa Idosa, pai da Izabella, do Gabriel, da Letícia e do Leonardo

“Sou pai de quatro filhos: a Dra. Izabella, de 29 anos, minha primeira filha e hoje cirurgiã-dentista; o Dr. Gabriel, de 27 anos, meu segundo filho e hoje advogado; a Dra. Letícia, de 24 anos, hoje médica; e do pequeno Leonardo, que completa quatro anos agora em agosto. Cada um deles chegou em um momento diferente da minha vida, mas todos tiveram o mesmo efeito: renovaram minhas forças, ampliaram minha capacidade de amar e me ensinaram a enxergar a vida por uma perspectiva muito maior do que a minha própria. A paternidade me mostrou que criar um filho não é apenas cuidar, proteger, educar ou oferecer oportunidades. Meus filhos me ensinaram que o verdadeiro ensinamento acontece pelo exemplo. São nossas atitudes, a forma como tratamos as pessoas, como enfrentamos as dificuldades, como respeitamos o próximo e como vivemos nossos valores que realmente permanecem no coração deles. Com eles também aprendi que o tempo é o bem mais precioso que um pai pode oferecer. Cada abraço, cada conversa, cada conquista e até cada desafio compartilhado fortalecem um vínculo que nenhuma distância ou tempo consegue apagar. Hoje, olhando para a caminhada de cada um, sinto um enorme orgulho. Ver Izabella, Gabriel e Letícia realizados em suas profissões e acompanhar os primeiros passos do pequeno Leonardo é a maior recompensa que Deus poderia me conceder. Se existe uma grande lição que meus filhos me ensinaram, é que ser pai não significa apenas formar filhos para a vida. Significa permitir que eles, todos os dias, também nos transformem em pessoas melhores”.


Flexibilidade e viver o agora

Arquivo Pessoal
Arquivo Pessoal

Geninho Goes e Eduardo (Duda) Domingos Silva são pais de cinco filhos: Maria, Ellen, Wellington, Allysson e Rayane

“Para o Duda os filhos ensinaram e ensinam que não temos controle de nada na vida, tudo pode acontecer. Que a vida é uma constante mudança e se você for resistente a mudança, você sofrerá. Os filhos ensinam sobre flexibilidade. Para o Geninho os filhos ensinaram a viver o agora, o tempo presente, o dia de hoje. As crianças não sofrem por antecipação, elas tem os pés no chão, no agora. Antes da chegada dos filhos eu tinha uma viagem marcada para a Índia, a ideia era aprender sobre presença, viver o agora, e viver em paz no meio do caos… e então, a Índia veio até mim… com um aprendizado que transformou a minha vida. Você não precisa viajar para longe quando está aberto para o aprendizado… Isso!”.


Ressignificar o urgente

Arquivo Pessoal
Arquivo Pessoal

Vinícius Rutes, que atua na área de Marketing, é pai de Amélia, de quatro meses

“Mesmo sendo pai há apenas quatro meses, minha filha já me ensinou a ressignificar o que é urgente e o que é realmente importante. No trabalho, principalmente trabalhando com marketing, tudo parece urgente, tudo precisa ser para agora. Mas, quando tudo é urgente, no fim das contas, nada é. Com ela, percebi que importante de verdade é saber se ela está bem, se está com fome, se está com cólica, estar presente e cuidar dela. Como trabalho de casa e também cuido dela, costumo brincar que ser pai virou meu outro emprego, só que, sem dúvida, é o mais importante de todos. A paternidade acabou me trazendo até mais calma e perspectiva para lidar com o restante da vida. Minha filha me ensinou que as demandas podem esperar e que os momentos com quem a gente ama sempre vêm em primeiro lugar.”


“Talvez seja tarde para corrigir um erro, mas sempre dá tempo de aprender que coisas têm preço e ações tem valor”

Arquivo Pessoal
Arquivo Pessoal

Celso Peixoto, fotógrafo e músico, pai da Julia C. Peixoto

“Filha, há muito tempo você me pediu um balão daqueles metalizados que flutuam. Eu na minha inexperiência quis te dar uma lição com motivos que eu achava certos, mas de maneira errada. Você era uma criança e só queria ser feliz. E eu tolo na minha ignorância de adulto não te dei, usando o jargão: quem ama educa. Queria não ter dinheiro para que o meu “não” fosse verdadeiro. Tentei dar uma lição na hora errada e de forma errada. Talvez seja tarde para corrigir um erro, mas sempre dá tempo de aprender que coisas têm preço e ações tem valor. Gratidão por me ensinar sempre filha. Te amo!”.


“Cada um deles, à sua maneira, continua me ensinando diariamente”

Arquivo Pessoal
Arquivo Pessoal

Anderson Santos, pai do Bernardo, da Maria Clara e do Miguel

“Costumo dizer que a gente só aprende a ser filho quando se torna pai. Foi o Bernardo quem me ensinou essa grande lição. Com o seu nascimento, passei a compreender, de uma forma que nunca havia imaginado, o amor, as preocupações, as renúncias e os sacrifícios que meus pais fizeram por mim. A partir dali, minhas forças se renovaram e meu foco se tornou ainda mais claro. Entendi que cada decisão que eu tomasse dali em diante teria um propósito maior: construir um futuro melhor para a minha família. Com a chegada da Maria Clara e do Miguel, essa percepção só se aprofundou. Cada um deles, à sua maneira, continua me ensinando diariamente. Eles me lembram de que o tempo passa depressa, de que o amor se revela nos pequenos gestos e de que o mais importante que um pai pode oferecer aos filhos é presença, exemplo e carinho. Meus filhos transformaram a minha vida. Mais do que ensiná-los, são eles que, todos os dias, me ensinam a ser um homem melhor”.


“Com eles aprendi a ter mais paciência, a escutar com atenção e a enxergar a vida com um propósito maior”

Arquivo Pessoal
Arquivo Pessoal

Thiago Velasques, produtor de eventos e proprietário da BSL, é pai do Lian, de oito anos e da Lauren, de 12 anos

“Meus filhos me ensinaram que ser pai é buscar ser uma pessoa melhor todos os dias. Com eles aprendi a ter mais paciência, a escutar com atenção e a enxergar a vida com um propósito maior: construir um mundo melhor para que possam crescer felizes, seguros e cercados de amor. São eles que dão sentido às minhas conquistas e me mostram, diariamente, o verdadeiro valor da vida”.


“A Laura me ensinou que as coisas mais importantes da vida não podem ser compradas: amor, presença e tempo”

Arquivo Pessoal
Arquivo Pessoal

Lucas Sorin, atleta e treinador de Kung Fu e MMA, pau de Laura, 3 anos

“A Laura me ensinou que as coisas mais importantes da vida não podem ser compradas: amor, presença e tempo. Com ela, aprendi a ser mais paciente, mais responsável e a valorizar cada pequeno momento, porque são eles que se transformam nas maiores lembranças. Laura me ensinou que ser forte não é vencer combates, nocautear adversários, mas também demonstrar carinho, cuidado e afeto. Nenhuma conquista minha hoje é maior do que poder acompanhar de perto quem eu mais amo nesse mundo crescer. Eu só quero que quando ela cresça, ela aponte pra mim com orgulho pra falar ‘o Sorin é o meu pai’”.


“Com eles, aprendi a ser mais paciente, mais humano e mais agradecido pelas pequenas conquistas”

Arquivo Pessoal
Arquivo Pessoal

Adão Pinheiro, jornalista, pai de Davi e Nícolas

“Ser pai do Davi, de 17 anos, e do Nícolas, de 11, transformou completamente a minha forma de enxergar a vida. Eles me ensinaram que a verdadeira força está na resiliência e que a empatia nasce quando aprendemos a olhar para o outro com o coração e que cada pessoa carrega batalhas que nem sempre conseguimos ver. Com eles, aprendi a ser mais paciente, mais humano e mais agradecido pelas pequenas conquistas do dia a dia. Criar filhos é desafiador, exige entrega, renúncias e muito aprendizado, mas, ao mesmo tempo, é a experiência mais extraordinária que alguém pode viver. Não existe alegria maior do que vê-los crescer e saber que, enquanto tento ensiná-los, são eles que, todos os dias, mais me ensinam sobre a vida”.


“Cada um dos quatro filhos ensina, com uma particularidade diferente para ser um pai melhor”

Da esquerda para direita, Lia, Ana Beatriz, Pamela, Dedei, Felipe e Rhael (Arquivo Pessoal)
Da esquerda para direita, Lia, Ana Beatriz, Pamela, Dedei, Felipe e Rhael (Arquivo Pessoal)

Dedei Mafra, professor de jiu jitsu do Instituto Leonardo Macarrão, pai de Ana Beatriz, Lia Cristina, Rhael Leonardo e Felipe Gabriel –

“Tem toda nossa família dentro da arte marcial, inclusive minha esposa Pamela Notari, que leciona muay thai, o que torna nossa rotina um aprendizado constante. Dias de vitória e dias de derrota faz com que tenhamos paciência e discernimento para lidar com as dificuldades dentro e fora dos Tatames. Cada um dos quatro filhos nos ensina, com uma particularidade diferente para cada dia ser um pai melhor e, com certeza, o maior desafio é separar o sentimento de pai e o sentimento de professor. Mas o privilégio, alegria e satisfação de ter a família dentro do tatame me ensina cada dia mais que ganhar lutas é o menos importante, pois o legado que eu deixarei para eles, com certeza, não tem preço, mas tem um valor imensurável”.


“Aprendi com eles que a liberdade é uma coisa individual e pessoal”

Arquivo Pessoal
Arquivo Pessoal

Hélvion Ribeiro, cirurgião dentista aposentado, pai de Helvion Filho, Reitan e Raidel

“Fico feliz por meus filhos serem mais inteligentes que eu. Objetivamente, me ensinaram a dirigir melhor o carro. Me ensinam a encontrar soluções em tecnologia. Indicam e instruem sobre questões de doenças, livros, noticiários, cultura e viagens. Eles dão bastante conselhos, mas… não adianta, eu não sigo. Eu escuto e filtro alguns. Até que me dão bastante liberdade! Claro que já fui chamado de burro. Mais de uma vez. Mas uma coisa que aprendi com eles é que com filho – especialmente – não se pode guardar mágoas. Acho uma idiotice esta coisa de ‘ficar de mal e não se falar’. Aprendi com eles que a liberdade é uma coisa individual e pessoal. Tenho e tento respeitar isto.

Não existe um Manual de Pai, então é uma coisa que desde o momento que os filhos nascem você aprende, nem que seja ‘na marra’. Na imagem, meus garotos e eu descascando pinhão para o ‘entrevero’, comida típica dos Alpes Catarineneses”.


“Ano após ano, o pai, inicialmente visto como detentor de todo saber, passa a ser também aprendiz”

Celso, Pamela, Eduardo com a filha Beatriz e Arielle (Arquivo Pessoal)
Celso, Pamela, Eduardo com a filha Beatriz e Arielle (Arquivo Pessoal)

Celso Golin, médico, pai de Pamela, Eduardo e Arielle

“Ser pai é, possivelmente, a experiência mais extraordinária que um homem pode vivenciar. Com o nascimento de um filho, desabrocha em seu coração uma mistura inesperada de sentimentos — intensos, profundos e tão sublimes que dificilmente podem ser plenamente traduzidos em palavras.

É nesse instante de efervescência emocional que se inicia uma convivência singular, única e intensa. Nela, aquele já calejado pela vida passa, pouco a pouco, a transmitir ao pequeno ser — ávido por descobertas — os aprendizados acumulados ao longo do caminho. Ano após ano, essa troca vai edificando uma relação profunda. O pai, inicialmente visto como detentor de todo saber, passa a ser também aprendiz: absorve os questionamentos dos filhos, revê conceitos, revisita traumas, reavalia comportamentos, incorpora novos hábitos. Em suma, cresce junto ao seu rebento. Nessa troca mútua, constroem-se vínculos sólidos, nos quais o afeto e o amor não apenas moldam o filho, mas também lapidam o próprio pai. Ele passa a enxergar e sentir a vida sob um novo prisma. A paciência, antes tantas vezes negligenciada, transforma-se em uma das mais nobres virtudes. O amor que nasce dessa convivência colore a existência com tons mais vivos e festivos. Pequenas brincadeiras tornam-se grandiosos palcos de alegria genuína.

Enfim, somente sendo pai é possível vivenciar plenamente tudo isso. Na ausência dessa experiência, resta-nos apenas a imaginação — uma tentativa de alcançar, ainda que de longe, a beleza dessas relações tão únicas e transformadoras. Que todos tenham um feliz e inesquecível dia dos pais junto aos seus filhos.


“Meus filhos me ensinaram a ser paciente. Aprendi que o amor não tem pressa”

Arquivo Pessoal
Arquivo Pessoal

Eloir Carlos Ponath, pastor da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Comunidade em Balneário Camboriú, Igreja Martin Luther, pai de Alice, 16 anos e Lucas, 11 anos

“Quando pensamos na paternidade, é comum imaginar que somos nós, os pais, os responsáveis por ensinar os filhos. E isso é verdade. Mas, com o passar dos anos, descobri que eles também nos educam. E, muitas vezes, são os maiores mestres que Deus coloca em nosso caminho. Tenho o privilégio de ser pai da Alice, de 16 anos, e do Lucas, de 11. Ao lado da minha esposa, Raulinda, vivemos diariamente a alegria e o desafio de acompanhar o crescimento dos nossos filhos. A paternidade e a maternidade são uma caminhada compartilhada, na qual um fortalece o outro, e sou profundamente grato por dividir essa missão com ela. Meus filhos me ensinaram a ser paciente. Aprendi que o amor não tem pressa, que cada fase da infância e da adolescência tem seu tempo, seus desafios e suas descobertas. Ser pai é compreender que crescer é um processo, e que acompanhar esse crescimento exige serenidade, confiança e um coração disposto a recomeçar todos os dias. Eles também me ensinaram a cuidar de um jeito mais completo. Cuidar não é apenas proteger ou oferecer aquilo de que precisam. É estar presente. É celebrar as conquistas, acolher as lágrimas, dividir os medos, incentivar os sonhos e fazer com que eles saibam, em qualquer circunstância, que nunca estarão sozinhos. Vivendo a adolescência da Alice, tenho aprendido uma lição muito especial: ouvir. Ouvir de verdade. Descobri que amar um filho também significa respeitar sua voz, compreender seus sentimentos e valorizar suas opiniões, mesmo quando são diferentes das nossas. O diálogo fortalece os vínculos, constrói confiança e faz da família um lugar seguro, onde todos podem crescer juntos. O Lucas, com sua espontaneidade e alegria, também me lembra diariamente de enxergar a beleza das coisas simples. Seu entusiasmo renova minhas forças e me faz recordar que muitos dos melhores momentos da vida acontecem em um abraço, em uma conversa sem pressa ou em um sorriso compartilhado. Como pastor, anuncio que Deus nos ensina por meio da sua Palavra. Como pai, posso testemunhar que Ele também me ensina através da minha família. Em cada etapa vivida ao lado da Raulinda, da Alice e do Lucas, Deus continua moldando meu coração, ensinando-me a amar com mais generosidade, a servir com mais humildade e a confiar ainda mais na sua graça. Neste Dia dos Pais, celebro o privilégio de caminhar com aqueles que Deus confiou aos meus cuidados. Se consegui ensinar alguma coisa aos meus filhos, sinto-me realizado. Mas tenho a convicção de que aprendi ainda mais com eles. Aprendi que amar é ter paciência, cuidar é estar presente, ouvir é um gesto de respeito e que a família é o lugar onde Deus, todos os dias, continua nos formando. Por isso, minha gratidão se estende à Raulinda, companheira de caminhada e parceira na missão de educar nossos filhos, e à Alice e ao Lucas, que me ensinam diariamente o verdadeiro significado do amor. Eles fazem de mim um pai melhor, um pastor melhor e uma pessoa melhor. Este é, sem dúvida, o maior presente que poderia receber”.

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