Prefeitura apresentou propostas de novas operações urbanas consorciadas para diferentes regiões da cidade

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Balneário Camboriú poderá ter novas Operações Urbanas Consorciadas (OUCs) envolvendo diferentes regiões da cidade. As propostas foram apresentadas em audiência pública realizada na noite de segunda-feira (17), na Câmara de Vereadores, e incluem desde os corredores de desenvolvimento previstos no planejamento urbano até novas conexões entre bairros.

Entraram na discussão as OUCs dos corredores CD1, CD2, CD3 e CD4, além de propostas para a ligação entre Praia dos Amores e Praia Brava, intervenções na Região Sul e uma conexão pela Rua Raposo Tavares entre Nova Esperança e Jardim Parque Bandeirantes.

Apesar da apresentação das áreas que poderão receber as operações, os projetos específicos de cada uma delas ainda não estão definidos.

O primeiro passo será a análise do chamado “projeto-mãe”, protocolado pela Prefeitura nesta segunda-feira e que deverá estabelecer as regras gerais para as futuras OUCs.

Segundo o secretário interino de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, Olnear Ceccatto, somente depois da aprovação dessa legislação serão elaborados projetos de lei individuais para cada operação.

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“Após a aprovação dessa lei, serão elaborados os projetos de lei específicos de cada OUC, que poderão contemplar uma obra individualmente ou um conjunto de intervenções, conforme a região”, explicou.

A proposta é que cada área tenha sua própria operação e que os recursos obtidos por meio de outorgas sejam destinados às intervenções previstas naquela região.

O que são as OUCs

As Operações Urbanas Consorciadas permitem que o município estabeleça regras urbanísticas específicas para uma determinada área e desenvolva intervenções em parceria com a iniciativa privada.

Na prática, o instrumento pode envolver alterações nos parâmetros construtivos em troca de contrapartidas financeiras destinadas a obras e melhorias urbanas, como infraestrutura, mobilidade e espaços públicos.

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Balneário Camboriú já utiliza esse modelo em outros projetos e, segundo Ceccatto, a intenção é ampliar sua aplicação. O secretário também defendeu a participação do setor da construção civil nas operações.

“Os investimentos realizados também geram retorno para esta cidade que é referência em operações urbanas consorciadas no Brasil”, disse.

Sky Glass e Jardim Oculto passaram pela audiência

A audiência também tratou de dois Projetos Especiais que já haviam passado pelo Conselho da Cidade.
Um deles é complementar ao projeto do empreendimento Sky Glass, que deverá ser construído no Morro do Careca, e envolve estacionamento e acessibilidade. O outro é o Jardim Oculto, previsto para ser no Pontal Norte da cidade.

As propostas foram apresentadas pelas empresas responsáveis e, após manifestações e questionamentos do público, foram aprovadas por unanimidade entre os participantes da audiência.

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A aprovação na audiência, porém, não encerra a tramitação. Os respectivos projetos de lei ainda precisam ser elaborados e posteriormente enviados à Câmara de Vereadores, onde serão analisados pelos parlamentares.

Projetos Especiais são utilizados quando uma proposta ultrapassa parâmetros urbanísticos comuns previstos no Plano Diretor e há justificativa de interesse público para que ela receba tratamento diferenciado.

A audiência contou com vereadores, representantes do Sinduscon e lideranças de associações de moradores de bairros como Praia dos Amores, Barra, Nova Esperança, Pioneiros, Estaleirinho, Estaleiro e Taquaras.

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