Profissionais e empreendedores ligados à economia criativa são convidados a participar de um encontro especial nesta quinta-feira (3), em Itajaí. A partir das 18h, a Rockset Filmes (Rua Uruguai, 458, Bloco C2, 2º andar, em cima da TV UNIVALI) recebe a primeira edição do “Depois das 6 – Happy Hour Corporativo”, iniciativa criada para aproximar quem atua em diferentes segmentos do setor e estimular novas parcerias e oportunidades de negócios na região.
A programação combina networking, música, comes e bebes em um formato mais informal do que os tradicionais encontros empresariais. A ideia é justamente abrir espaço para que profissionais de áreas como audiovisual, cultura, comunicação, publicidade, tecnologia e inovação possam se conhecer, trocar experiências e identificar possibilidades de trabalhar em conjunto.
O encontro acontece em um momento de maior articulação da economia criativa nos municípios da região da AMFRI, que vem discutindo formas de fortalecer empreendedores do setor e transformar atividades criativas também em vetor de desenvolvimento econômico.
Setor movimenta bilhões no país
Embora muitas vezes associada principalmente à produção cultural, a economia criativa reúne uma cadeia bastante mais ampla. O Mapeamento da Indústria Criativa 2025, elaborado pela Firjan, considera 13 segmentos distribuídos entre Consumo, Mídia, Cultura e Tecnologia. Entram nessa conta atividades como audiovisual, publicidade e marketing, arquitetura, design, moda, música, mercado editorial, artes cênicas, tecnologia da informação, pesquisa e desenvolvimento e biotecnologia.
Os números ajudam a dimensionar o setor. Em 2023, a indústria criativa movimentou o equivalente a R$ 393,3 bilhões no Brasil, correspondendo a 3,59% do Produto Interno Bruto (PIB). O mercado formal reunia aproximadamente 1,26 milhão de profissionais e cresceu 6,1% em relação ao ano anterior.
Santa Catarina aparece acima da média brasileira nesse cenário. A economia criativa corresponde a cerca de 4,2% da atividade econômica catarinense, enquanto aproximadamente 2,6% dos empregos formais do estado estão relacionados a ocupações criativas.
Audiovisual entra na estratégia regional
Um dos movimentos que ajudam a explicar o momento vivido pelo setor na região é a discussão para estruturação de uma Film Commission Regional envolvendo os municípios da AMFRI.
Na prática, a proposta é organizar a região para facilitar a chegada de produções audiovisuais. Isso passa pelo mapeamento de locações, profissionais e fornecedores, identificação de dificuldades administrativas e logísticas e criação de procedimentos que tornem os municípios mais preparados para atender produtoras interessadas em filmar no território.
A estratégia também tem reflexos fora das câmeras. Uma produção audiovisual movimenta serviços como hotéis, restaurantes, transporte, locação de equipamentos e veículos, comércio, segurança, comunicação e contratação de profissionais locais.
A atuação conjunta ainda permitiria apresentar a região como um território audiovisual integrado, aproveitando a diversidade encontrada em pequenas distâncias, de praias e centros urbanos a áreas rurais e espaços históricos.
Outra frente vem sendo desenvolvida pela Câmara Temática de Cultura do CIM-AMFRI em parceria com o Sebrae, com ações de capacitação e desenvolvimento empresarial para empreendedores da cultura e da economia criativa. Entre elas está o Empretec, programa voltado ao desenvolvimento do comportamento empreendedor.
Ingressos custam R$ 35, mais informações via Instagram @depoisdas6happyhour.

