Como habitar a Terra sem continuar ocupando-a como quem possui, domina e extrai? É a pergunta que atravessa “Da pele à terra: percursos de pousos e riscos”, exposição individual de Damiana Bregalda que será apresentada pela primeira vez no Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS-SC), em Florianópolis. Com curadoria de Juliana Crispe, a mostra gratuita abre às 18h da terça-feira, 6 de outubro.
Damiana explica que o título da exposição concentra dois aspectos fundamentais da sua pesquisa. De um lado, a pele e o corpo, aquilo que toca e constitui, de outro, a terra, compreendida não como recurso, mas como território vivo, atravessado por memórias, histórias, conflitos, relações e possibilidades de existência. “A ideia de ‘pouso’ aparece como um gesto de suspensão, desaceleração e atenção. Já o ‘risco’ diz respeito tanto à vulnerabilidade quanto à possibilidade de deslocar certezas e experimentar outras formas de habitar a Terra”, explica a artista.
A exposição reúne 16 obras de diferentes linguagens: quatro instalações, uma série de quatro monotipias, quatro vídeo-performances, duas publicações de artista, uma série de seis foto-performances, duas fotografias e dois trabalhos sonoros. O conjunto é resultado de mais de dez anos de pesquisa artística e antropológica, realizada a partir de deslocamentos por diferentes territórios e de investigações sobre o corpo, a terra, o tempo e os modos de habitar o mundo.
Serviço: “Da pele à terra: percursos de pousos e riscos”, de Damiana Bregalda*
Abertura: 6 de outubro de 2026, – terça-feira, às 18h
Local: Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS-SC), no Centro Integrado de Cultura (CIC) (Avenida Governador Irineu Bornhausen, 5600, Agronômica, Florianópolis/SC)
Visitação: até 29 de novembro de 2026, de terça a domingo, das 10h às 21h
Entrada: gratuita

