Crianças vítimas de maus tratos foram recolhidas pelo Conselho Tutelar, em Balneário Camboriú

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Duas crianças, de três e 10 anos, que estavam em ‘situação precária e indigna’, foram recolhidas pelo Conselho Tutelar na tarde de segunda-feira (12) em Balneário Camboriú. A mãe que tem 40 anos, já era conhecida da Polícia Militar por ligação com o tráfico e uso de drogas. 

A Polícia Militar recebeu a denúncia de maus tratos às crianças em local que rotineiramente é utilizado para o tráfico de drogas – uma casa na Rua Canelinha, no Bairro dos Municípios.  

No local, os policiais encontraram uma mulher de 40 anos que já era conhecida pelo uso e tráfico de drogas (já havia, segundo a PM, 14 boletins de ocorrência contra ela por crimes como posse de drogas, tráfico de drogas, vias de fato e lesão corporal).

Ela fugiu para um prédio em construção no segundo andar uma residência e trancou o portão da casa com cadeado. Os policiais precisaram rompê-lo para acessar a residência. Porém, ainda do lado de fora da casa os PMs ouviram choro de criança, e por isso entraram (para prestar socorro). 

Casa suja e crianças em estado de abandono 

Dentro do imóvel, que estava com a porta aberta, os militares viram que a cozinha estava suja, desorganizada e com forte cheiro de alimentos vencidos. No quarto, foram encontradas duas crianças (de três e 10 anos). Por conta da situação os policiais chamaram o Conselho Tutelar. 

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O órgão relatou que, por diversas vezes, haviam tentado, sem êxito, entrar na casa para verificar a situação das crianças. 

O que diz o Conselho Tutelar: crianças foram recolhidas 

Ao Página 3, o presidente do Conselho Tutelar, Maurício Rafael, explicou que, quando existe a necessidade de acolhimento as crianças nunca ficam com o Conselho Tutelar. “Elas foram encaminhadas para instituição de acolhimento.  Porém, em qual instituição não podemos informar. O sigilo é necessário para a segurança das crianças e da própria instituição. Após o acolhimento, o Conselho Tutelar informa o Judiciário, que decidirá se as crianças permanecem acolhidas ou podem ser devolvidas aos genitores”, disse.

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