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1º dia do real teve falta de troco, filas, prisões e autógrafo em novas cédulas

Centavo agora é dinheiro, dizia a manchete do jornal Notícias Populares ao relatar o primeiro dia de vida do real, moeda que começou a circular em 1º de julho de 1994, uma sexta-feira.

A edição da Folha de S.Paulo da época mostrava ampla adesão da população ao Plano Real, mas também alguma confusão provocada pela troca do numerário.

Nos planos anteriores, bastava cortar três zeros para saber o valor da nova moeda. Desta vez, era necessário converter 2.750 cruzeiros reais, a moeda em circulação até o dia anterior, ou uma URV para R$ 1,00.

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Apesar do inédito esquema de distribuição das novas cédulas e moedas em todo o país, houve falta de troco. Especialmente de centavos. Na época, dinheiro em espécie e cheque eram as principais formas de pagamentos.

Algumas pessoas esperaram até a zero hora do dia 1º para sacar as novas cédulas nos caixas eletrônicos 24 horas, mas muitos estabelecimentos abertos na madrugada ainda não tinham troco na nova moeda. Alguns comerciantes ainda não sabiam como fazer a conversão, por isso, recusavam o pagamento em reais ou preferiam os cruzeiros.

A falta de moedas provocou filas naquele dia, por exemplo, no pedágio da rodovia Castelo Branco em Itapevi (SP). A tarifa era de R$ 2,60. Não havia tag de pagamento automático nos carros, nem maquininhas eletrônicas de cartão para aliviar o problema.

Outro problema foram as remarcações de preços, aquilo que se chamou de conversão abusiva. Gerentes de supermercados foram presos. O presidente Itamar Franco ameaçou interditar alguns estabelecimentos.

Entre a população, o clima era de aprovação, como mostrou pesquisa Datafolha realizada naquele dia. Com um real se comprava um dólar. Com metade desse valor se pagava uma viagem de ônibus na capital paulista ou um litro de gasolina.

Era possível comprar um quilo de açúcar ou um litro de leite ou uma dúzia de ovos com apenas uma moeda. E ainda havia troco. Os centavos. Ou pelo menos deveria haver.

Em Minas Gerais, o então candidato à Presidência Fernando Henrique Cardoso autografava cédulas da nova moeda e era chamado de “pai do real”. O futuro presidente, naquele momento, ainda estava atrás de Lula nas pesquisas de intenção de votos.

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Primeiro colocado nas pesquisas eleitorais até aquele momento, o petista passou o dia entre críticas ao Plano Real e explicações sobre denúncias contra o vice em sua chapa, José Paulo Bisol, que havia apresentado uma emenda ao Orçamento para financiar uma obra próxima a uma fazenda de sua propriedade.

FHC era também o tema da charge do dia do cartunista Angeli na página 2 da Folha. O título “doping” fazia uma comparação entre a moeda que anabolisava a candidatura do tucano e a suspensão do jogador Diego Maradona, dois dias antes, pelo uso de substâncias proibidas em um jogo da Copa do Mundo dos Estados Unidos.

Na imagem, o tucano faz o “teste do xixi” diante dos fiscais da Justiça Eleitoral. Na imagem, a “prova” são as moedas do real.


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