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Balneário Camboriú
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Aumentou o número de pessoas em situação de rua em Balneário Camboriú

De acordo com dados da Secretaria de Inclusão Social de Balneário Camboriú, aumentou o número de pessoas em situação de rua na cidade nos últimos dias. Hoje tem 130 homens e mulheres vivendo nas ruas do município, sendo que em agosto havia 94. 

Após decisão do Supremo Tribunal Federal, é proibido levar pessoas em situação de rua para atendimento, mesmo que de saúde, respeitando o direito de ir e vir (antes da medida federal Balneário possuía a Clínica Social, onde todas as pessoas em situação de rua abordadas eram encaminhadas para atendimento médico e psicológico, podendo aceitar tratar a dependência química ou não).

“Assim como o turista quer vir para Balneário, a pessoa em situação de rua também quer”

A secretária de Inclusão Social de Balneário Camboriú, Christina Barichello, explica que houve o aumento de mais de 30 pessoas no último mês, mas que o que chama a atenção é que há registros de novos atendimentos, de pessoas que nunca tinham sido atendidas antes, indicando ‘novos moradores’ em Balneário. 

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“Coincidiu com a demanda do STF sobre a política nacional da população de rua. Eles [as pessoas em situação de rua] também ouvem e se comunicam, assim como o turista quer vir para Balneário, a pessoa em situação de rua também quer, porque sabem que ganham esmola”, diz.

Dependentes químicos e até foragidos da Justiça

Christina reafirmou que há pessoas em situação de rua que, muitas vezes, ganham mais dinheiro (esmola) do que pessoas que trabalham normalmente. 

“Já houve mendigos que dizem que ganham R$ 300/dia, e esse valor vai todo para álcool e/ou drogas, porque oferecemos para eles abrigo [na Casa de Passagem, espécie de albergue municipal], quatro refeições diárias… lembrando que não vêm famílias para Balneário e sim dependentes químicos que ficam na rua para poder alimentar o uso de drogas e/ou álcool. Muitos também estão cometendo crimes, como furtos e roubos, além de que agora há bandidos, foragidos, que ‘se escondem’ entre os moradores de rua. Semanalmente a GM e a Polícia descobrem e prendem esses foragidos, até assassinos e estupradores”, afirmou Christina.

“Um problema complexo”

A secretária comenta ainda que entre as pessoas em situação de rua há poucos ‘locais’ e que agora há muitos vindos de São Paulo, Bahia, Minas Gerais, dentre outros Estados, que antes não costumavam vir para Balneário. 

“É um problema complexo e dificultou muito não podermos levar eles para a Clínica Social, um programa que criamos que teve um resultado positivo quando aconteceu. Tem pessoas que abordamos mais de 20 vezes em um dia. Também temos muitas pessoas da equipe do Resgate Social que já foram agredidas porque eles [pessoas em situação de rua] usam armas brancas como canivete e faca. Como esperar que quem está usando crack e álcool vai ter discernimento de aceitar que chegou a hora de receber ajuda? É complicado, um suicídio assistido pelo poder público”, acrescenta, apontando que hoje o governo municipal está ‘limitado pela questão legal’.

Resgate Social atende todos os dias, 24h

O Resgate Social de Balneário Camboriú atua diariamente, 24h, incluindo domingos e feriados, fazendo rondas pela cidade e também atendendo denúncias via 156. 

“Temos que abordar, continuaremos atuando dessa forma, buscando acolher. Alguns aceitam ajuda, já outros… um nesta semana foi hospitalizado porque o corpo não aguentou mais. Ele e a esposa já foram internados várias vezes, mas não saíram da droga. Quando digo que as pessoas não devem dar esmola não é por maldade, e sim porque temos o Resgate Social, que é especializado e pode ajudar de fato”, completa.

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