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Balneário Camboriú
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Balneário Camboriú não tem praia pet: bandeiras na praia central reforçam proibição de cães na areia

Conselho Regional de Medicina Veterinária também se posicionou contra a presença de animais na praia

Vem chamando atenção na praia Central de Balneário Camboriú as diversas bandeiras espalhadas pela faixa de areia proibindo a presença de cães – algo que já é reforçado há muito tempo, mesmo assim os visitantes desobedecem e é comum ver cães passeando e até mesmo passando o dia na praia com seus tutores. 

O Página 3 vem recebendo diversos questionamentos de leitores sobre o assunto, principalmente sobre a presença de fezes de cachorros nas calçadas.

A secretária do Meio Ambiente de Balneário Camboriú, Maria Heloísa Lenzi, explica que a proibição se dá exatamente pensando na saúde de todos – pessoas e animais, já que os pets podem fazer suas necessidades na areia e assim transmitirem doenças, além de poderem se contaminar com a areia ou ainda terem uma insolação, já que suas peles são muito sensíveis.

“E as pessoas ainda não estão educadas o suficiente para recolherem as fezes. Nos dog parks que temos pela cidade isso é um problema. A Ambiental tem sempre que limpar as fezes, pois muitos tutores não recolhem. Os frequentadores mais educados recolhem o tempo todo de outros que levam seus cães e não recolhem”, conta.

A secretária explicou que a prefeitura está repondo algumas das bandeiras colocadas na praia Central que tiveram suas hastes furtadas e que também vão aumentar o número de bandeiras, espalhando-as mais pela orla, com o objetivo de assim conscientizar o público de que cães não podem estar na areia da praia – de nenhuma, incluindo central como as agrestes.

CRMV também é contra a presença de animais na praia

Para reforçar a importância da proibição, a Secretaria do Meio Ambiente procurou o Conselho Regional de Medicina Veterinária de Santa Catarina para tratar do assunto. O órgão também se posicionou a favor da proibição de animais domésticos nas praias. 

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Confira abaixo, na íntegra, a nota enviada à SEMAM pelo CRMV/SC, em nome da presidente, Silvana Giacomini Collet:

“O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Santa Catarina (CRMV-SC, uma autarquia federal criada pela Lei 5.517/68, possui entre suas atribuições a orientação aos governos nos assuntos ligados à medicina veterinária e assim, zela pela saúde única – ambiental, humana e animal. Dito isto, em resposta a consulta feita por este município, manifesta-se sobre a permanência de cães nas praias do município de Balneário Camboriú.

É clara a potencialização do risco à saúde humana, animal e ambiental se for tolerada a presença de cães na orla das praias. A convergência de pessoas, animais e ambiente criou uma dinâmica na qual a saúde de cada grupo está intimamente interligada. Os desafios relacionados a esta dinâmica, são exigentes e sem precedentes. Neste contexto a medicina veterinária é, naturalmente, a profissão de articulação deste processo, por possuir formação tanto na saúde animal como na saúde pública e ambiental.

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Cães e gatos estão entre os mais populares animais de companhia no mundo. Mais do que funções, ambos vem assumindo um lugar como integrante das famílias, independente de classe social. Os benefícios desta relação são indiscutíveis, mas, a maioria das pessoas não possuem conhecimento sobre a biologia e fisiologia dos cães e isto não significa falta de afeto, mas pode pôr em risco a saúde de ambos.

 São alguns dos riscos inerentes a presença de cães na praia:

1. Transmissão de zoonoses – principalmente relacionadas a parasitas, mas também por fungos e bactérias.

2. Dermatopatias – por exposição ao calor, umidade e agentes infecciosos.

3. Exposição aos raios solares – por existência de fatores predisponentes ao desenvolvimento de câncer de pele.

4. Exposição ao calor – possibilidade de desidratação, intermação e insolação.

5. Transtornos comportamentais – perda de controle e /ou agressividade com outros cães ou outras pessoas.

6. Afogamento – por não saber nadar, por cansaço, por conformação corporal ou por qualquer outro motivo que debilite suas funções normais.

7. Oftalmopatias – em razão da incidência direta de areia carregada pelo vento diretamente aos olhos, devido à baixa estatura dos cães.

8. Otopatias – em razão do calor e umidade, principalmente nas raças de orelha pendular.

As zoonoses, caracterizadas como doenças de animais transmissíveis ao homem, bem como do homem para os animais, estão entre as principais preocupações do CRMV-SC. Entre as mais comuns e relacionadas ao tema, destacam-se a Larva Migrans Cutânea (Bicho geográfico), Larva Migrans Visceral, Escabiose (Sarna), Giardíase, Leishmaniose, Leptospirose, Micoses e Toxoplasmose (comumente pela ingestão de água e alimentos contaminados).

A contaminação das praias com fezes de cães pode inclusive agravar a situação de ocorrência de bactérias multirresistentes, que tem sido uma preocupação mundial e que tem gerado esforços em torno do movimento da Saúde Única. O meio ambiente, especificamente na praia, também pode ser impactado pela presença de cães se estes carregarem pelas fezes agentes que podem ser, ou vir a ser, patogênicos aos animais naturais daquele ecossistema.

A presença do cão por si já poderia impedir um comportamento natural das aves, peixes ou mesmo dos crustáceos da região. Mesmo que estas questões estejam resolvidas, com uma população consciente, e que num futuro a Lei permita a presença de cães nas praias; ainda sim permaneceremos informando à população que tal ambiente não é o habitat natural da espécie e que sob o ponto de vista técnico, eventuais benefícios não compensam os riscos aos quais o animal e as pessoas são submetidos ao frequentar a praia, pois os riscos específicos inerentes à espécie não serão eliminados por força de Lei”.

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