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Balneário Camboriú
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Enquete: o que precisa ser feito para melhorar a mobilidade urbana de Balneário Camboriú?

A 5ª edição do Fórum de Mobilidade Urbana de Balneário Camboriú, realizado na quinta-feira (21), no Teratro Municipal Bruno Nitz, foi o principal evento da Semana do Trânsito e o assunto mais discutido foi a mobilidade urbana e a necessidade de investir cada vez mais na educação das pessoas.

A cidade investe cada vez mais em ciclovias, na difusão do uso de modais alternativos, conta com transporte coletivo gratuito, mas o uso de carros ainda é o principal meio de locomoção na cidade, causando caos no trânsito, principalmente na temporada de verão, mesmo Balneário sendo o município plano e bastante ‘caminhável’ (a segunda menor cidade de SC, atrás apenas de Bombinhas). 

No Fórum, foi bastante difundida a importância da conscientização e educação das pessoas em optar por transporte coletivo ou modais diferenciados, além ainda de precisarem se educar mais quando o assunto é trânsito – respeitando a todos, de pedestres e ciclistas como outros motoristas e motociclistas, e também sem dirigir se ingeriu bebidas alcoólicas.

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A reportagem do Página 3 esteve no Fórum, e conversou com ‘atores’ envolvidos no processo que estavam por lá. 

Para todos, foi feita a mesma pergunta: 

“Os impactos do trânsito estão cada vez maiores. A mobilidade urbana pode melhorar este cenário. De que forma?” 

Acompanhe as respostas abaixo.

Magali Ignácio, diretora-presidente da BC Trânsito 

(Foto Renata Rutes)

“Em primeiro lugar, a consciência de que todos precisamos fazer a nossa parte para termos assim um trânsito mais seguro e humano. Com isso, ele já está influenciando para uma mobilidade fluída e segura, respeitando as leis de trânsito e todos os atores – pedestre, ciclista… enfim, cada um fazendo a sua parte e mudando a cultura, pensando no coletivo e não em si. Fazemos parte de um ecossistema e esse ecossistema depende que cada ator tenha consciência de suas ações”.


Nena Amorim, vereadora

(Foto Renata Rutes)

“Eu acho que principalmente é a conscientização dos motoristas porque, na verdade, as palestras focam na reeducação dos adultos, como acontece no Fórum. Com as crianças, o resultado é excelente, passam para os pais, falam sobre a importância de usar cinto de segurança, da cadeirinha do bebê algo que sabemos, mas que vindo deles, tem um impacto tão grande. Reeducar um adulto é mais difícil, mas quando um filho cobra de um pai, é algo que realmente faz a diferença”.


Rafael Vicente, Comandante do 12º Batalhão de Polícia Militar de Balneário Camboriú

(Foto Renata Rutes)

“Para a Polícia Militar, são os atos de prevenção, a preservação da ordem pública, através de atos de polícia ostensiva, então uma das formas mais eficazes de atuação da PM nos bairros é através do trânsito, com a preservação da ordem pública. Um exemplo é a operação Lei e Ordem, com o número de veículos abandonados apreendidos – só no Bairro das Nações foram 18. Tem tudo a ver com mobilidade, porque são vagas sendo utilizadas, e também com segurança, porque o criminoso vai atuar ali por acreditar que é um local ermo, de desordem, às vezes mal iluminado e bagunçado. 

As operações de Lei Seca também são positivas nesse sentido, outro exemplo é a operação Ruído Zero, que é onde fiscalizamos moto com escapamento aberto. Tudo isso beneficia o trânsito, organizando-o, e influencia diretamente na mobilidade. Se pensar em mobilidade, basta lembrar de como é um sábado, na Avenida Atlântica, onde certamente passam carros e motos lentamente, acelerando para literalmente ouvir o motor, e estamos buscando combater isso tudo”.


Vicente Vanny, supervisor dos Agentes de Trânsito

(Foto Renata Rutes)

“Vou complementar a resposta do Comandante Vicente, que é de suma importância citar que quando pessoas cometem crimes em Balneário fogem de carro ou moto. Ou seja, para a segurança pública, o trânsito é fundamental, porque na fiscalização não sabemos se a pessoa é de boa índole ou não, por isso precisamos averiguar sempre. O que acontece em um acidente? Todo mundo passa lentamente para ver, gravar ou fotografar, ou vai afetar quem não quer passar tão devagar porque está atrasado. Às vezes temos que fechar uma via por questão de segurança, após um acidente, e causa caos no trânsito, mas é a vida em foco, a coisa mais importante. Buscamos estar mais presentes, lembrando a importância das fiscalizações, porque o intuito é a segurança pública, mostrando que com barreiras estamos atuando, lembrando que nós, Agentes de Trânsito, também somos forças da segurança. Sobre mobilidade, temos que começar a entender um pouco mais a cidade, que é uma cidade verticalizada e plana, que podemos e devemos usar outros modais, andar mais a pé. Temos que privilegiar o transporte público, que é gratuito, e torná-lo cada vez mais atrativo para todos”.


Ricieri Ribas, diretor administrativo da BC Trânsito

(Foto Renata Rutes)

“Primeiro a mudança cultural de quem faz parte do trânsito, ou seja, todas as pessoas. Balneário Camboriú é uma cidade totalmente plana, onde há o emprego, há o comércio e interesse público, e é uma cidade caminhável. Eu entendo que o carro pode ser a terceira ou quarta opção, sendo que hoje dispomos de transporte coletivo gratuito – com o passar do tempo vai ser ampliada a questão de linhas e horários, faixas preferenciais ou exclusivas, mas também temos a micromobilidade, que vem surgindo com cada vez mais força e deve ser utilizada. Temos hoje mais de 60km de ciclovias e a intenção é conectar escolas, hospitais, comércio. 

No meu entendimento, o que exige é mudança cultural porque não vivemos mais a Balneário de 20 anos atrás, a predominância não tem que ser o veículo. Falam que aqui tem pessoas com maior poder aquisitivo, mas vou citar aqui o principal e mais famoso exemplo, Londres, onde não importa a classe social, as pessoas utilizam modais de transporte coletivo ou individual de micromobilidade de baixo impacto viário. Então, acredito que é a consciência das pessoas que precisa mudar”.


David Queiroz, delegado de Balneário Camboriú

(Foto Renata Rutes)

“A delegacia de trânsito tem a incumbência de atuar depois que o crime aconteceu. A gente percebe que a prevenção é feita de maneira extremamente eficaz em Balneário, seja por parte dos Agentes de Trânsito, Polícia Militar ou Guarda Municipal, entretanto a ideia de que não vai haver mais acidentes e crimes de modo geral é utópica. O crime sempre existiu e talvez sempre vai existir, o que a gente pode trabalhar é com redução de danos e eu acredito que Balneário está no caminho certo e tem a possibilidade de melhorar ainda mais. 

As ações de prevenção, seja por meio de ações educativas e fiscalização, mostram eficácia com a diminuição de boletins de ocorrência na delegacia. Os crimes de trânsito em sua grande maioria não resultam em prisão, já que a pena é relativamente baixa diante do estrago que pode causar na vida de alguém, mas isso não significa que não haja punição, o estigma de uma pessoa acusada de um crime pode ter um reflexo muito grande na vida pessoal, familiar e até mesmo profissional. Ou seja, o trabalho de educação é muito importante, até porque é um delito que na maioria das vezes é feito por alguém que não está voltada para a prática do crime, são pessoas que por falta de cuidado, acabaram cometendo o delito”.


Karine Winter, responsável pela Escola Pública de Trânsito

(Foto Renata Rutes)

“A questão do comportamento humano, não só em Balneário, mas em qualquer outro local. O que muda no comportamento da pessoa são as reflexões que temos e o que recebemos de valores, como honestidade, comprometimento, solidariedade, que você recebe no seio familiar e divide com os outros. 

A Escola Pública de Trânsito tem como principal intuito formar bons cidadãos, focando no que as crianças atendidas são hoje – pedestres, ciclistas, caroneiros e passageiros. Acreditamos que a criança que sabe respeitar a fila do lanche na escola, que sabe pedir, devolver e agradecer o lápis do colega, e vai repetir essa conduta que aprendeu, e dividir com os pais. 

Lembrando que nem todos serão futuros motoristas, porque hoje está cada vez mais difundida a questão do transporte por aplicativo, micromobilidade, etc., mas que precisam ser bons seres humanos e é nisso que focamos”.


Valdir de Andrade, advogado e presidente do Conselho Comunitário de Segurança Pública de Balneário Camboriú

(Foto Renata Rutes)

“A mobilidade é um fator preventivo na questão do trânsito, nos incentivando a escolher a vida, e ela pode contribuir diretamente com isso. Se você partir para a educação no trânsito e em uma cidade para a pessoa e não para veículos, com modais, transporte coletivo. 

A situação de Balneário Camboriú, com sua mobilidade, é um grande desafio porque a cidade cresce de forma vertiginosa, com os prédios mais altos do mundo, todo mundo tem um, dois ou até três carros… mas as futuras gerações podem mudar, eu tenho um filho de 19 anos, ele tem CNH, mas optou por não ter carro, usa Uber. Acho que essa geração está vindo com essa consciência, que precisa ser mais difundida”.

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