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Balneário Camboriú
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Mesmo desconhecendo o projeto, moradores pretendem protestar contra o parque proposto pelo prefeito Fabrício

O Parque Central, uma ideia anunciada pelo prefeito Fabrício Oliveira durante audiência do Plano Diretor, motivou uma manifestação agendada para o próximo sábado (21), às 10h30, na Rua 1.500, esquina com a Quarta Avenida.

Segundo nota anônima que circula em grupos de internet, moradores e comerciantes da região, mesmo sem saber os detalhes, não gostaram da ideia porque acreditam que “a área será desvalorizada”.

O prefeito e sua equipe estão pagando o preço de anunciar projetos mal detalhados, causando inquietação na comunidade e informações desencontradas.

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Se o parque for adiante, ao contrário do que é afirmado na nota, os imóveis provavelmente valerão mais, pois a praça agregará qualidade de vida à vizinhança e a toda cidade.

A inspiração para construir em Balneário Camboriú veio do Central Park, de Nova Iorque, que tem no entorno imóveis de elevado valor, justamente pela proximidade do parque.

Não é possível saber se o movimento pretende preservar o estilo de vida de quem mora na área, onde predominam casas, ou se o objetivo é defender a construção de prédios, para que os terrenos sofram valorização.

A especulação imobiliária nesse trecho da cidade se tornou intensa nos últimos meses, com forte valorização artificial de terrenos, através de promessas falsas de corretores de imóveis alegando que o Plano Diretor liberará a construção de edifícios.

Hoje, na maior parte da área, é permitido construir 2,5 pavimentos e a ideia é que o novo Plano Diretor ajuste para  3 pavimentos, o que continuaria viabilizando casas e pequenos prédios comerciais que poderiam ser construídos livremente.

COMO SERIA O PARQUE

O parque até o momento não passa de uma ideia, mas se acontecesse seria limitado pelas ruas 904, 2.550, Quarta Avenida e um trecho do Bairro dos Municípios – que seria acessado por elevados sobre a BR-101. 

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Seriam 300.000 m2 no lado Leste da BR-101 e 100.000 m2 no lado Oeste.

Nenhum morador seria desalojado, a prefeitura não pretende fazer desapropriações, mas quem quiser vender seu imóvel para o município, a preço de mercado, poderia fazê-lo e a área seria incorporada à praça

O recurso para a prefeitura pagar os cerca de 700 proprietários -o valor total é estimado em R$ 1,2 bilhão- viria da aquisição de espaço aéreo por parte de construtoras.

 TRECHOS DO MANIFESTO

“Boa parte da área central de Balneário Camboriú será destruída para implantação do Parque Central BC. Considerando que a maioria das propriedades é de famílias que optaram por uma área não verticalizada, e investiram anos de suas vidas, criando seus filhos, zelando pela manutenção e conservação da propriedade privada, pagando seus impostos, cuja aplicação foi por uma área 100% consolidada, com rede de esgoto, água, galerias pluviais, rede elétrica, iluminação, asfalto, ou seja, são décadas de investimentos públicos e privados e tudo isso poderá se perder por uma decisão inconsequente e arbitrária do chefe do executivo Municipal”, diz trecho da carta enviada ao jornal, assinada pela comissão organizadora da manifestação, identificada como ‘Vizinhos da Quarta Avenida’.

Os ‘vizinhos’, moradores e comerciantes da Quarta Avenida, alegam que o valor estimado dos custos para desapropriação, conforme pesquisa de mercado, é de aproximadamente R$ 3,5 bilhões, equivalentes a mais de dois orçamentos do município.

“Isso sem considerar os custos desde a demolição dos imóveis até implantação total do mesmo. Portanto, resta evidente que não houve estudos sociais, econômicos e financeiros. E tampouco para realocação das famílias que serão desapropriadas para implantação de um empreendimento dessa magnitude no centro da cidade. Tais fatos geram insegurança jurídica e social, pois os imóveis sofrerão congelamento até a desapropriação, o que representará enorme prejuízo, além de danos emocionais e morais”, diz mais um trecho do documento enviado ao Página 3.

CAMINHO PARA O CAOS

“Liberar construções indiscriminadas em toda a cidade é o caminho mais rápido para os imóveis valerem muito menos”, resume o secretário do Planejamento, Rubens Spernau.

O secretário tem razão, diversos destinos turísticos brasileiros naufragaram devido à cobiça imobiliária, que derrubou os preços das propriedades e a qualidade de vida, atraindo insegurança, problemas sociais e perda de renda per capita.

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