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Balneário Camboriú

A volta dos festivais de música

Aproveitando a deixa que a Alemanha reabriu as fronteiras para turistas brasileiros, resolvi aceitar o convite do Página 3 que abriu um espaço onde posso contar um pouco como é a vida na Alemanha, ou mais especificamente em Berlim (que muitos dizem que não é a Alemanha, mas isso é assunto para outro dia).

Depois de um ano e meio nessa crise global que estamos vivendo, tive uma experiência que temia não ser mais possível. No final de agosto fui a um festival de música e pude dançar livremente com milhares de outras pessoas.

O processo

Não foi simplesmente um presidente que decidiu que aglomerações estavam liberadas. Pelo contrário, por aqui muito se tem discutido sobre normalização dos eventos culturais e diferentes testes foram feitos.

No caso do Planet C (foto), o festival normalmente se chama Fusion, e anualmente conta com mais de setenta mil pessoas. Um dos festivais de música eletrônica mais reconhecido em Berlim, cidade referência em Techno no mundo.

Um evento desse porte era impossível em junho, então foi decidido organizar dois para trinta mil pessoas cada um. Devido a regulação em julho, esses dois também não foram possíveis. Então organizaram três entre agosto e setembro, com um público de em torno de dez mil pessoas cada.

Chegando no município próximo ao festival, só embarcava no ônibus pro festival quem tivesse um teste negativo de COVID-19 com menos de 24 horas. Ao chegar nas portas do festival, havia uma fila, onde todos tinham que fazer um PCR, e podiam acessar a área de camping. Onde durante 6 horas aguardamos o resultado. Com o resultado negativo, podíamos retirar a pulseira de acesso ao evento.

O resultado

Tendo segurança que todos estavam negativos, cenas como essa foram novamente possíveis:

Planet C (Foto: Allan Mañez Kerber)

E nem a chuva pode estragar a festa. É ainda difícil dizer como serão os festivais no futuro. Mas gosto de pensar que sempre daremos um jeito de nos conectar e experienciar tudo que nos torna humanos.

Planet C (Foto: Allan Mañez Kerber)
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Allan Mañez Kerber
Mora em Berlim há seis anos. Trabalha atualmente como analista de Supply Chain, no ramo de E-Commerce. Estudante de cinema, é entusiasta das mais diversas formas de cultura.
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