A prefeita Juliana Pavan (ainda PSD) está madurinha para se filiar ao Partido Liberal (PL), em continuidade ao seu apoio na eleição de domingo a Jair Renan, Carlos Humberto, Carlos Bolsonaro, Caroline de Toni… todos filiados aos liberais – e, claro, todos bolsonaristas.
O atual partido de Juliana, o PSD, tomou uma “lavada” nas urnas, perdendo nove senadores, além de encolher de 48 para 44 a bancada na Câmara Federal.
O presidenciável do partido de Juliana, Ronaldo Caiado, fez 1,37% dos votos em Balneário Camboriú (Flávio Bolsonaro fez 71%) e o candidato a governador, João Rodrigues, recebeu menos de 7 mil votos na cidade (Jorginho cravou 58.540).
O PSD elegeu um deputado federal e três estaduais em Santa Catarina. O candidato de Juliana à Câmara dos Deputados, Júlio Garcia, que se elegeu, fez apenas 934 votos em Balneário Camboriú – e nenhum pessedista conseguiu na cidade mais de 500 votos para deputado estadual.
Juliana passou um ano e nove meses praticando a arte dos malabarismos políticos, conseguindo obter verbas e negociações favoráveis tanto com o governador Jorginho Mello (PL) quanto no governo federal de Lula da Silva (PT). Passar mais dois anos nessa corda bamba é estressante.
Ela já tornou público que apoiará Flávio Bolsonaro no segundo turno, um anúncio dispensável porque até as pedras da Barra Sul sabiam que ela não apoiaria Lula.
Migrar ao PL, numa cidade agora claramente bolsonarista, parece ser um caminho mais seguro para quem tentará se reeleger prefeita dentro de dois anos.
A questão é saber se o PL quer, mas provavelmente irá querer ao perceber que Juliana, no PL, é mais forte do que outros nomes que o partido tem para disputar a prefeitura de BC em 2028.
E disputa que quase certamente será contra Fabrício de Oliveira -que no domingo fez 20.998 votos na cidade, concorrendo a deputado federal-, enquanto o melhor nome do PL em BC no momento, Carlos Humberto, concorrendo a estadual obteve 16.984.

