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Balneário Camboriú

Diário da Quarentena – Parte IV

Hoje é domingo, final de feriadão, dia cinzento e frio. E adivinhem? Estou lendo, estudando… Não me canso de ir atrás das respostas que me faço diariamente, o tempo inteiro. Já comentei com vocês sobre isso: essa insaciedade constante que me impulsiona e me inquieta.

Ia hoje escrever sobre essas coisas, essas inquietudes que trago e que me parecem ser comuns a tanta gente…, mas este trágico acidente no Morro do Boi me fez mudar de planos. Parece que a vida tem este estranho hábito de mudar nossos planos. O tempo todo. Como a vida desde casal de ciclistas. Como a vida destes motoqueiros. E até mesmo a vida do motorista do caminhão que, infelizmente, causou toda esta fatalidade.

Leio diversos posts homenageando as vítimas, vários comentários sobre o perigo de ciclistas nas rodovias etc. Sabe o que me assusta? Não vejo nenhum post cobrando do Estado políticas públicas de segurança nas rodovias, cobrando um transporte adequado de cargas pesadas, cobrando o transporte ferroviário ou fluvial a fim de desafogar nossas rodovias.

Fico com a dolorosa sensação de que “normalizamos morrer” … aceitamos como algo natural e não nos questionamos mais! Aceitamos e ponto!

Pelo amor de Deus! Vamos acordar! Vamos resistir! Não é normal tantas mortes ocorrerem por irresponsabilidade e impunidade! Somos um dos países que mais pagam impostos! E temos os políticos mais caros… e um dos piores sistemas viários do mundo… e achamos normal privatizar tudo! Vamos colocar mais pedágios! Vamos pagar mais! E mais! E cada vez mais!

Até quando vamos aceitar quietos encher os bolsos dos políticos com o nosso suado dinheiro enquanto nosso povo morre por falta de segurança, saúde, saneamento, infraestrutura??

Parem de idolatrar os políticos e comecem a cobrar trabalho! Quero ver quem vai querer ser candidato ainda quando este povo aprender a se dar o devido valor.

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Céres Fabiana Felskihttp://www.ceresfelski.com.br
Médica formada pela Universidade Federal de Santa Catarina em 1991, atuando na rede pública de Balneário Camboriú há 21 anos. Escritora, apaixonada por educação em saúde e literatura. Lançou romances educativos sobre insuficiência renal crônica, hemodialise, diabetes tipo 1 (insulinodependente), diabetes 2 (não insulinodependente), além de livros de poesia. Blogueira
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