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Balneário Camboriú
Céres Fabiana Felski
Céres Fabiana Felskihttp://www.ceresfelski.com.br
Médica formada pela Universidade Federal de Santa Catarina em 1991, atuando na rede pública de Balneário Camboriú há 21 anos. Escritora, apaixonada por educação em saúde e literatura. Lançou romances educativos sobre insuficiência renal crônica, hemodialise, diabetes tipo 1 (insulinodependente), diabetes 2 (não insulinodependente), além de livros de poesia. Blogueira
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Vem voar junto?

“Mulheres livres querem alguém para voar junto, e não para forçar  o pouso.” (Jivan Pramod)


É absurdo, mas em 2023 ainda quase todos os dias chega no pronto socorro uma mulher que “caiu da escada”, “tropeçou no tapete”, ou outra desculpa qualquer. Algumas referem que foram agredidas pelos parceiros, mas a maioria ainda encobre a violência. São mulheres de todas as idades, de todas as classes sociais, de todos os credos…. não há um predomínio. Isso que estamos falando das que procuram ajuda, o que não é a maioria. E mesmo entre estas, existem as que não aceitam a ajuda…

O que continua predominando, isso sim, é o perfil machista, misógino, que não admite a mulher como um ser humano, com direito à vida e à integridade.

São frutos do patriarcado, que coloca o homem como centro e faz da mulher um objeto de reprodução e satisfação pessoal. Inclusive com a violência. O homem diminui e objetifica a mulher para satisfazer seu ego e sedimentar sua posição na “hierarquia”. Tem coisa mais pré histórica do que isso?

Acho que por isso me chamou tanto a atenção a frase do Jivan. Já fui humilhada, já fui agredida, e hoje, depois que me permiti curar as feridas, quero exatamente isso: alguém que voe ao meu lado. Claro, não é tão simples assim, as feridas deixam sequelas, e o instinto de sobrevivência se torna maior, mais forte. Mas algo que não aceito mais é alguém que me force o pouso, que tire meus pés do ar. Eu nasci para voar, e não para rastejar.

Quisera eu que todas as mulheres tomassem esta consciência, que reconhecessem seu direito à vida e à vida digna, que pudessem voar livremente…

Se você quiser contar sua história, se quiser ajuda, ou simplesmente desabafar, meu email está à disposição: [email protected]

Caso você more em Balneário Camboriú, conte com o Programa Proteção Global, da Casa da Família (R. 3100, 876 ). Fone (47) 99982-1919.

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